Trilhas reservam surpresas
Trilhas reservam surpresas
O Parque Athur Thomas guarda boas surpresas aos visitantes pelas trilhas na mata, onde podem ser encontradas dezenas de variedades de orquídeas multicoloridas. Uma delas é a casa de máquinas da primeira usina hidréletrica da cidade, inaugurada em fevereiro de 1939 pela Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP). A usina funcionou durante 28 anos, até ser desativada em outubro de 67.
Além desta importância histórica, o parque é utilizado para o lazer e para a pesquisa científica de professores e estudantes de diferentes áreas. A partir do próximo ano, no local vai funcionar uma escola de meio ambiente, resultado de parceria da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Secretaria Municipal de Educação. Nela, professores serão capacitados para ministrar disciplinas ligadas à educação ambiental.
Em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), no parque funciona um viveiro de mudas que abastece o programa de florestas municipais. A geógrafa da AMA Marcia Regina Arantes lembra que o local é tão importante que seis dos 29 afluentes do Ribeirão Cambé deságuam nele dentro da área do parque.: são três córregos na margem esquerda Carambeí, Pica-Pau e Tico-Tico e três na margem direita Piza, Monjolo e Bem-Te-Vi. O Córrego Piza, aliás, deve ser o que tem a água mais limpa da cidade, porque nasce em um bosque anexo ao parque, a poucas centenas de metros do Ribeirão Cambé.
Outra novidade para os visitantes é encontrar no parque a sede regional do 3º Pelotão da Polícia Florestal (PF) da Polícia Militar do Paraná. Ele conta com cerca de 30 policiais e é comandado pelo 1º tenente Antonio Machado Lopes. Além de fiscalizar e combater os crimes contra o meio ambiente nos municípios da região, o efetivo da PF colabora na guarda do parque.
Como nossa área é bastante grande, infelizmente é comum a tentativa de depredação. Alguns moradores de bairros vizinhos fazem, inclusive, buracos no alambrado para virem pescar na represa à noite. Este absurdo é combatido pelos nossos 40 guardas, que se revezam durante 24 horas por dia, explica o presidente da AMA Rubens Canizares. A autarquia conta ainda com cerca de 20 homens no serviço de jardinagem e manutenção do parque.
Desde o ano passado, um novo emissário de esgotos domésticos captados na zona leste da cidade, da Sanepar, passa por dentro do parque. O problema maior é que a tubulação de ferro fundido, com 40 centímetros de diâmetro, está sobre uma estrutura metálica anexa à barragem da represa do parque, que é de alvenaria. O emissário alterou drasticamente o visual da barragem, uma das obras arquitetônicas de maior valor histórico da cidade.
Esteticamente, como efeito visual, realmente ficou feio, admite o gerente de obras da Sanepar em Londrina, engenheiro Rafael Nagayama. Ele garante, no entanto, que do ponto de vista econômico e de segurança, esta foi a melhor saída. (O.C.)





