O Tribunal de Alçada (TA) do Paraná negou ontem à tarde o pedido de habeas corpus feito terça-feira passada pelos advogados do ex-delegado de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), José Antônio Zuba de Oliva. A informação foi confirmada à Folha no fim do dia pelo delegado-chefe interino da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jorge Barbosa.
Segundo Barbosa, o juiz da Vara Criminal de Ibiporã, Sérgio Aziz Neme, enviou um ofício ontem à tarde convocado os três suspeitos de praticarem extorsão prestem depoimento na Comarca da cidade no próximo dia 12, às 13h30.
A defesa de Zuba já havia entrado com um pedido de prisão domiciliar, que foi negado por Neme no dia 29 de dezembro. No despacho do TA, o presidente em exercício do órgão, Manassés de Albuquerque, argumentou que a manutenção da prisão preventiva foi mantida como forma de ''garantia da ordem pública, relativo à preservação da credibilidade do Estado e da Justiça, em face da intranquilidade que o crime imputado causa na sociedade continua a existir''.
Oficialmente, o delegado já não responde mais pela Delegacia de Ibiporã. Jorge Barbosa informou que, no dia 29 de dezembro, o Grupo Auxiliar de Recursos Humanos da Secretaria de Segurança havia publicado uma portaria colocando o delegado à disposição do órgão. ''Assim que ele deixar a prisão deverá se apresentar imediatamente em Curitiba'', afirmou Barbosa.
Zuba está preso desde o dia 22 de dezembro com mais dois escrivães e três policiais rodoviários. Ele é suspeito de ter exigido R$ 15 mil para liberar um casal que havia sido preso por interceptação de mercadorias roubadas.
A investigação da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) aponta que o delegado recebeu um veículo importado como pagamento.
Um dos policiais rodoviários, que estava detido no 5º Batalhão da Polícia Militar junto com os dois outros, foi posto em liberdade com liminar da Justiça Militar.

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