Campo Mourão - A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Alçada do Paraná acatou recurso do Ministério Público e mandou prender novamente os quatro funcionários da extinta boate Sbornya, de Campo Mourão. Eles foram presos em outubro de 2000 acusados de manter a ''casa de prostituição'', mas acabaram soltos poucos dias depois porque o juiz Mário Carlos Carneiro anulou a prisão, considerada por ele arbitrária.
A decisão do Tribunal de Alçada cassou a decisão que relaxou a prisão de Edson Rolembergue, Edson Szcimcszyn, Milton Gomes de Souza e Valdeir Carmo. Até ontem, no entanto, o despacho do TA ainda não havia chegado ao Fórum de Campo Mourão. A boate Sbornya fechou no final de 2000 depois de ter o alvará cassado pela prefeitura a pedido do MP. Hoje funciona no local uma outra boate.
De acordo com o Tribunal, a decisão de anular as prisões foi equivocada, uma vez que os promotores estavam ''em cumprimento do legítimo dever de ofício'' quando fizeram o flagrante na boate. O TA também desconsiderou o argumento de que seria necessário mandado judicial para a blitz no interior do estabelecimento. Entendeu ainda que os quatro empregados tinham ciência das atividades da boate e não eram ''meros funcionários''.
A decisão do Tribunal de Alçada cita um trecho do depoimento de Simone Barbosa de Souza para frisar que o crime em questão era o de ''casa de prostituição'' e não de simples ''favorecimento à prostituição''. Simone disse que morava num motel ao lado e que ia todas as noites à boate, onde se encontrava com clientes e saía para a prática de sexo. Em outubro de 2000, o MP realizou duas blitze na boate e chegou a prender 11 pessoas.
O promotor Lafaieti Barbosa Tourinho informou ontem que os quatro funcionários já estão denunciados e respondendo processo. Eles poderão obter a liberdade para responder o processo, mas antes terão que ser presos novamente. Nas blitze que fez à boate, o MP nunca encontrou o dono do estabelecimento e, por isso, denunciou os empregados.

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