A promotoria da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina ficou cerca de 10 dias sem um titular. Apenas na semana passada, o promotor José Lafaieti Barbosa Tourinho foi transferido da comarca de Campo Mourão e assumiu a vaga deixada pelo colega Eduardo Dias Neto.
Em entrevista à Folha, o atual promotor garantiu que já está bastante familiarizado com o Tribunal do Júri e acredita que não terá problemas em dar prosseguimentos aos muitos processos existentes. ``Gosto do Tribunal do Júri, pois já atuei por algumas vezes em Campo Mourão``, destacou.
A falta de um promotor na 1Vara, que atende exclusivamente o tribunal, segundo o juiz da 1 Vara, João Luis Cléve Machado, provocou o atraso de quatro júris.
Cléve Machado também aproveitou para comentar o protesto realizado no dia 19 em Londrina, que criticou a demora da Justiça para punir os acusados de ter praticado crimes contra mulheres. O juiz afirmou que ``achou louvável a manifestação``, mas viu com ``espanto`` os manifestantes focarem apenas em alguns poucos casos. ``Me causou espanto eles pedirem justiça em apenas três crimes, quando existem mais de 50 processos tramitando``, declarou.
Ele lembrou que no caso do assassinato de Fernanda Struzzani, morta a facadas pelo ex-marido em 1989, o acusado Marcos Panissa está foragido. Em relação ao crime praticado contra a empregada doméstica Cleonice de Fátima Rosa, degolada há 10 anos no apartamento onde trabalhava, o juiz indicou que a defesa entrou com recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. No caso da morte da professora Maria Estela Pacheco, que teria sido jogada do 9º andar de um prédio no centro de Londrina há cerca de dois anos, Cléve Machado destacou que ainda não existem provas suficientes nos autos que definem que o acusado tenha cometido o homicídio.

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