Tribunal do Júri absolve investigadores
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domingo, 09 de outubro de 2005
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal do Júri instalado em Curitiba absolveu no sábado os investigadores da Polícia Civil Airton Adonski e Reinaldo Siduovski, acusados de matar o estudante Rafael Zanella em 1997. Por seis votos a um, os jurados entenderam que os dois policiais estavam a mais de 150 metros do local do crime e não podiam ser responsabilizados pelo homicídio.
Zanella foi morto em seu carro durante uma abordagem policial no bairro de Santa Felicidade, quando os policiais procuravam um traficante de drogas. Um informante da polícia, Almiro Beni Schimit, teria confundido Zanella com o suspeito e efetuado o disparo. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), os policiais teriam então forjado a cena do crime, plantando uma arma e drogas no veículo para justificar o homicídio.
Schimit e os dois policiais já haviam sido julgados anteriormente e considerados culpados de homicídio. Adonski e Siduovski, porém, obtiveram direito ao julgamento de sábado que os inocentou da acusação. Os dois continuam presos por terem forjado a cena do crime, respondendo por fraude processual, tortura psicológica e denunciação caluniosa.
Os advogados dos policiais, Antonio Figueiredo Basto e Claudio Dalledone, anunciaram que irão pedir agora a liberdade condicional dos agentes, baseados no fato de que o tempo de prisão dos dois já seria o suficiente para garantir a liberdade condicional pela pena de ter fraudado a cena do crime.
A mãe do estudante, Elizabetha Zanella, considerou justa a decisão do júri. Para ela, os policiais já pagaram pelo crime que cometeram ao tentar esconder os acontecimentos da data do homicídio. ''O mais importante é que conseguimos provar que meu filho não era um criminoso'', afirmou Elizabetha.


