O réu Vanderlei de Brito Lopes, 22 anos, foi absolvido ontem pela manhã, na primeira reunião deste semestre do Tribunal de Júri de Londrina. Em 15 de maio de 1995 ele matou o próprio irmão Marcelo de Brito Lopes com um tiro no rosto, no interior do Bar de Peixeiro, na Rua Nicarágua, 54, na Vila Brasil (centro). A absolvição foi a pedido do promotor Janderson Yassaka, que baseado nos autos do processo, interpretou que o réu agiu em legítima defesa. ‘‘Todas as testemunhas foram unânimes em afirmar que a vítima há muito tempo estava perseguindo o irmão com a intenção de agredí-lo, inclusive, no dia crime chegou a dar-lhe um tapa no rosto’’, disse.
Na segunda reunião ocorrida à tarde, o promotor Janderson também pediu a absolvição do réu, Antônio Rodrigues Lopes. No dia 11 de março de 1993, ele matou durante uma briga de trânsito o advogado Luiz Montanher. O crime ocorreu em circunstâncias parecidas às do julgamento da manhã. Além do réu não ter mais do que 90 centímetros de altura, recebeu um tapa no rosto e foi perseguido pela vítima. O crime ocorreu por volta das 21 horas na Avenida Arthur Thomas, no Jardim Bandeirantes (zona oeste).
Conforme consta no processo, o advogado teria ofendido o réu moralmente com palavras de baixo calão, quando os veículos de ambos quase chocaram-se. Mesmo assim Lopes teria saído do local e teria sido perseguido por Montanher. Em determinada altura da avenida, a vítima teria fechado o carro. Na sequência teria descido do seu veículo e dado um tapa no rosto do réu, quando então ele desferiu o tiro e fugiu em seguida em seu carro. As reuniões do júri foram presididas pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Junior.
Hoje, a partir das 8h30, será julgado Wilson da Silva, conhecido por ‘‘Pedrada’’, que em 25 de maio de 1997 matou no interior de uma cela do 2º Distrito Policial (DP), Enilson Rodrigues da Silva, o ‘‘Cheiro’’. O crime teria ocorrido por desavença entre eles por causa de um ramalhete de flores artificiais da vítima. ‘‘Pedrada’’ já está cumprindo pena de oito anos de reclusão na Penitenciária Estadual de Londrina por crime de homicídio. Ele teria matado a vítima com pedradas por causa de tóxico.Arquivo FolhaCrime em 93Antônio Rodrigues Lopes (à esq.) com o advogado ChichokiPaulo Ubiratan

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