Tribunal do Júri absolve Chico Fama
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de agosto de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Josoé de CarvalhoChico Fama, durante o julgamento: jurados acataram argumentos da defesa de que comerciante teria sido ameaçado pelas vítimasO comerciante Francisco Ferreira da Silva, conhecido por Chico Fama, foi absolvido ontem à tarde, na última reunião deste mês do Tribunal de Júri de Londrina. Ele foi acusado de ter matado em 23 de agosto de 1994 Adeíldo Costa de Almeida Filho e ferido pai (Adeíldo Costa) e irmão da vítima, o policial militar Eduardo Almeida.
O Conselho de Sentença acatou a tese de legítima defesa putativa proposta pelos advogados do réu, de que o acusado, antes de cometer o crime, teria sido ameaçado de morte pelas vítimas. O crime ocorreu no interior do bar Balú, na marginal Guilherme de Almeida, na zona sul de Londrina. Chico Fama foi libertado após a leitura da sentença.
Não existe mais a possibilidade de solicitação de recursos por parte da promotoria porque o réu foi julgado pela segunda vez. Na primeira vez, ele foi condenado a 9 anos de reclusão e o Tribunal de Justiça acatou o pedido da acusação para novo julgamento. A promotoria achou a pena muito baixa. O segundo julgamento foi adiado duas vezes a pedido dos advogados de defesa.
A briga teria se iniciado por causa de dívida de aluguel de um bar que Adeíldo (pai) alugou para Chico Fama. Segundo moradores vizinhos ao bar Balú, os tiros foram dispardos quando as vítimas retiravam algumas mesas e eletrodomésticos que pertenciam à família Almeida. No momento, teria havido uma discussão e Chico Fama disparado os tiros.
Adeíldo Filho foi atingido apenas por um projétil que lhe acertou a perna, transfixando o osso ilíaco, na altura do quadril, atingindo também a artéria ilíaca. O pai foi atingido por três tiros, dois no tórax e um no abdômen. O policial Eduardo também recebeu três disparos, sendo um no tórax e dois no abdômen.
O juiz Francisco Ferreira Junior presidiu o Tribunal de Júri. Na promotoria atuou Janderson Yassaka, tendo como assistente o promotor aposentado Paulo Darci Cunha. A defesa do réu foi feita pelos advogados Luis Gaya e Luis Ademar.


