Tribunal de Londrina julga três homicídios
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domingo, 17 de fevereiro de 2002
Célia PoleselReportagem Local 
O Tribunal do Júri de Londrina se reúne pela primeira vez no ano amanhã. Serão julgados três casos de homicídios consumados. Amanhã, Rubens Mendes de Queiroz, atualmente preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), será julgado pela morte de sua mulher, Luciana Duarte Filho, ocorrido em 1998.
Mesmo sem ter a condenação efetivada, Queiroz é mantido na PEL por ser considerado de alta periculosidade, além de ser fugitivo da Justiça. No final de outubro de 2000, o acusado foi preso em Mogi das Cruzes (SP), na casa onde morava (localizada no bairro Mogi Moderno).
Queiroz é réu também no assassinato de Cristian César Moretto, baleado em uma lanchonete de Londrina, em 1996. Cristian foi internado e acabou morrendo oito meses depois. Apesar de este crime ter ocorrido antes, Queiroz será julgado primeiro pela morte da mulher.
Segundo a promotora da 1ª Vara Criminal, Siomara Nogari, o processo de Cristian está parado no Tribunal de Justiça (TJ) em Curitiba. O processo foi enviado ao TJ em 5 de dezembro de 2000 e não voltou, enquanto o caso Luciana foi para Curitiba em maio do ano passado e retornou em dezembro último, explicou a promotora.
Apesar de tramitarem em processos separados, os crimes são correlacionados pela Justiça. Cristian foi baleado em uma lanchonete na Vila Siam após cumprimentar Luciana, na época namorada de Queiroz.
Ainda restam dúvidas sobre as acusações ligadas a Queiroz. Na época, a promotoria alegou que o acusado deveria responder por homicídio duplamente qualificado. Mesmo os casos estando co-relacionados, os processos estão separados na Justiça. A pena prevista para cada um dos crimes varia entre 12 e 30 anos de prisão (pena máxima aplicada no Brasil).
Na quarta-feira acontece o julgamente de Alexandre Scott Nader. Ele é acusado de matar André Holanda Saraiva. O crime, segundo o Ministério Público, aconteceu em um bar da Vila Portuguesa, em outubro de 1999. Segundo a promotora, na época do crime Nader estava cumprindo pena, em regime aberto, por roubo.
Na quinta-feira, irá a júri o caso do assassinato de Isaías da Silva, morto em fevereiro do ano passado em um bar do Jardim Itapoã. O acusado é Eldes da Silva. Na ocasião foi atingida também a mulher de Isaías, Sandra Regina Ribeiro, que levou um tiro na mão e acabou perdendo o movimento de alguns dedos. O objetivo de Eldes era matar Isaías, o tiro em Regina foi um erro, mas ele será julgado pelos dois crimes, afirmou a promotora. Todos os réus que vão a julgamento já estão presos.


