Dez meses depois de ser criada pela Câmara de Vereadores de Campo Mourão, a Tribuna Livre ainda não foi usada nenhuma vez. O projeto que instuitui o espaço para as entidades organizadas se manifestarem foi apresentado em fevereiro do ano passado, mas só foi aprovado em dezembro, após nove meses de muitas discussões. ‘‘Estou surpreso com tanta falta de interesse’’, disse, desanimado, o autor da idéia, Izael Skowronski (PSDB).
Pela lei da tribuna livre, toda entidade legalmente constuída em Campo Mourão pode falar durante 10 minutos numa sessão ordinária, desde que previamente inscrita. Isso significa que representantes de quatro entidades poderiam discursar todo mês na Câmara.
Em 10 meses, pelo menos 40 entidades já poderiam ter usado a tribuna livre. ‘‘É um espaço que deveria ser usado para que os representantes fizessem reivindicações, críticas e sugestões’’, frisa Skowronski.
Segundo as regras da tribuna livre, só não é permitido fazer críticas aos vereadores, o que pode cassar o direito da entidade voltar a se manifestar. Também é proibido fazer discursos três meses antes das eleições municipais. ‘‘A idéia é aproximar a comunidade da Câmara de Vereadores’’, diz Skowronski. ‘‘Com a tribuna livre, as reivindicações da entidades poderiam ser assumidas por todos os vereadores, ao invés dos tradicionais pedidos feito por um vereador só’’.
Para tentar mudar a situação, Skowronski diz que vai enviar ofícios para as entidades do município, chamando-as para a discussão. ‘‘Temos que ver o que está acontecendo’’, frisa. O vereador esperava a participação, principalmente, das associações de moradores, mas também contava com a manifestação de entidades como associações de classes e sindicatos. ‘‘É um espaço garantido por lei para que as entidades possam falar’’, conclui.

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