Bandeirantes Treze pessoas morreram e 26 ficaram feridas em uma colisão de um ônibus com uma Belina na BR 369, entre Santa Mariana e Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio), na madrugada de ontem. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, em Andirá, o motorista da Belina teria tentado ultrapassar um caminhão quando bateu de frente com o ônibus da Viação Garcia, que havia saído de Campinas (SP) com destino a Maringá. A colisão foi tão violenta que o ônibus passou por cima da Belina, bateu contra uma árvore, tombou e se arrastou por vários metros. O acidente ocorreu um dia após o início da operação ''Salva Vidas'', que tem o objetivo de evitar mortes nas rodovias, intensificando a fiscalização.
Das vítimas fatais, uma é o motorista da Belina, Hélio Diman, 53 anos, de Londrina, e outros são passageiros do ônibus, que residiam em Maringá e no Estado de São Paulo (veja lista na página). Seis feridos foram levados para a Santa Casa de Bandeirantes, outros 16 foram para a Santa Casa de Cornélio Procópio e quatro foram atendidos no Hospital Municipal de Cambará. Até o fechamento desta edição, apenas duas pessoas permaneciam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Cornélio Procópio: Domingos Gomes, 40 anos, e Paulo Sardeiro, 29 anos. Tiago Sato, 14 anos, de Piracicaba (SP), foi o único a ser transferido para o Hospital Evangélico, em Londrina, onde permanecia internado até à noite.
O motorista do ônibus, Moacir da Costa Silveira, de 44 anos, teve ferimentos, está hospitalizado, mas passa bem. Silveira afirmou que o carro saiu de trás do caminhão inesperadamente e não houve como desviar. ''Ele saiu sem olhar para a pista.'' Silveira disse estar dirigindo a 90 km por hora e afirmou que não havia neblina na hora do acidente. A pista, que estaria em boas condições, tem um declive naquele trecho.
Silveira trabalha desde 1995 na empresa Garcia e há dois é motorista. ''Eu estava de férias até o último dia 6 e só peguei essa linha porque houve algum problema com o motorista que estava escalado'', lembrou. Ele disse que dirigiu por seis horas, desde Campinas. ''Eu estava descansado e quando não estamos bem somos orientados a trocar de motorista nas paradas'', declarou Silveira.
O trânsito no quilômetro 62 ficou interditado por 15 minutos. ''A fila não ficou grande, mas o trânsito ficou lento por três horas'', afirmou o subtenente da Polícia Rodoviária, Alício Barbosa Sobrinho. Dezenas de curiosos se aglomeraram para ver os destroços do ônibus que teve a lateral direita destruída. Ao todo foram utilizadas dez viaturas, entre ambulâncias e guinchos, com equipes do Corpo de Bombeiros, Concessionária Econorte e polícias Militar e Rodoviária.

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