Três vítimas da queda do avião ainda na UTI
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sábado, 28 de dezembro de 2002
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Três vítimas da queda do avião da Força Aérea Brasileira (FAB), acontecida anteontem em São José dos Pinhais, ainda estão em estado considerado grave. De acordo com informações da assessoria de Comunicação Social do Cindacta II, órgão da Aeronáutica que está prestando assistência as vítimas, o piloto do avião, Glaucio Octaviano Guerra, o mecânico da aeronave, sub-oficial Odair Silva de Almeida, o tenente Willian Toshiaki Nishibe e sua filha, Amanda Nishibe, estão em UTIs de hospitais de Curitiba e Região.
O corpo da terceira vítima fatal do acidente, Maria Cristina Batista Lima, que morreu no começo da noite de anteontem, foi encaminhado para sua terra natal, Canoas (RS). Ela estava internada no Hospital Evangélico, mas não resistiu aos ferimentos. Maria Cristina passou por cirurgia do abdômem e do pelvis, que apresentavam fraturas, mas não conseguiu reagir. O corpo do tenente, Tony Gonzaga de Brito, morto na queda de avião foi transferido para Brasília. O corpo de Cláudia Stangarelli Guerra, esposa do piloto do avião, que também morreu no local foi transferido para Santo André (SP).
Glaucio Guerra que estava no Hospital Evangélico foi transferido ontem para o Hospital do Exército, em Curitiba. Ele permanece na UTI, após passar por cirurgia do fêmur. Seu estado de saúde inspira cuidados, informou Marcos Bonfim, da assessoria do Cindacta II.
No Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, o sub-oficial Odair Silva de Almeida também está na UTI e seu estado é gravíssimo. Ele sofreu fraturas no fígado e no pulmão.
No Hospital Cajuru, o tenente Willian Toshiaki e sua filha, Amanda Nishibe Toshiaki, estão na UTI, em coma induzido porque sofreram traumatismo craniano. O estado das duas vítimas é considerado grave. Além do traumatismo, as vítimas estão com fraturas em várias partes do corpo. A mãe de Amanda, Valdeci Nishibe Toshiaki também está no Hospital Cajuru, mas passa bem. Ainda no Cajuru está Raislana Batista Lima, de 9 anos, que se recupera de uma cirurgia no fêmur direito. Seu estado de sa© úde é considerado bom. As demais vítimas, oito pessoas, permanecem nos hospitais mas estão sem risco de vida
De acordo com informações de Bonfim, o piloto do avião chegou a entrar em contato com a torre de controle do Aeroporto Afonso Penna, informando da pane nos motores. O tempo estava encoberto e o piloto estava sem visibilidade. Quando chegou a furar a camada de nuvens, ''o teto'', como se diz na Aeronáutica, já não dava mais tempo para aterrissar, informou o oficial do Cindacta. O Ministério da Aeronáutica tem 30 dias para divulgar um laudo preliminar sobre as prováveis causas do acidente. Também integrada por técnicos da Embraer, a comissão de peritos tem mais 60 dias para apresentar o laudo conclusivo.


