Três são presos pela morte de ex-prefeito
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quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O ex-prefeito de Paranaguá José Vicente Elias, assassinado no dia 29 de abril deste ano, foi vítima de um latrocínio. A conclusão é do delegado titular da Homicídios, Stélio Machado, que apurou a morte de Elias. O suposto mentor intelectual do assalto, André Natalino de Lima, 22 anos, trabalhava com a filha do ex-prefeito e conhecia todos os detalhes do apartamento. Ele teria convidado dois vizinhos Cláudio Rafael Celestino, 24 anos e Alex Sander Mateos, 21 anos para participarem do crime. ''Ele acreditava que o ex-prefeito possuía muitos dólares escondidos dentro do apartamento'', relatou.
Os três, segundo a polícia, saíram do apartamento levando R$ 400. ''A gente dividiu esse dinheiro. Foi tudo o que levamos'', disse Mateos. Eles estão presos e à disposição da Justiça. ''Eles vão responder por roubo seguido de morte com requintes de crueldade. É crime inafiançável. O crime é considerado bárbaro'', pontuou o delegado.
Lima foi preso na terça-feira e disse que não sabia sobre o assassinato. Ele teria levado apenas os dois vizinhos para fazer ''um programa'' com o ex-prefeito. ''A versão do André não se confirmou. Ele mesmo levou a faca e as fitas adesivas pra imobilizar a vítima e pressionar para que desse o dinheiro. Como o ex-prefeito não tinha dinheiro no apartamento, eles se irritaram e praticaram todo o tipo de tortura física e psicológica antes de degolá-lo com a faca'', afirmou o delegado, baseado nos depoimentos dados por Celestino e Mateos.
O assassinato teria sido cometido por Mateos, que ontem não quis falar sobre o assunto. ''Vou falar com o juiz'', repetia ele, que já tem passagem pela polícia por assalto. Celestino confirmou que participou do crime. ''Quem nos levou lá foi o André. A gente estava precisando de dinheiro e parecia que tudo seria fácil. A intenção não era matar, era apenas roubar'', afirmou, negando que tenha sido chamado para fazer um programa com o ex-prefeito.
Mesmo com os depoimentos de Mateos e Celestino, Lima insistiu na versão de que não sabia do assassinato.


