Três promotores atuam no caso
O Ministério Público tem certeza de que o corpo encontrado em Guaratuba é do menino Evandro Ramos Caetano, de que ele foi morto num ritual de magia negra em Guaratuba, e de que os assassinos são os sete réus identificados pela polícia, três deles sendo julgados em São José dos Pinhais. As afirmações são do promotor Dicesar Augusto Krepsky, que tenta condenar Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares.
A certeza da culpa dos réus, segundo o promotor, seria a explicação para o Ministério Público ter indicado para esse julgamento três promotores – ao contrário do que ocorreu no primeiro –, que são auxiliados por dois assistentes de acusação. ‘‘Quem lê esse processo, chega a conclusão de que eles são culpados tranquilamente’’, afirmou Krepsky. Somente um promotor trabalhou no primeiro julgamento, quando foram inocentadas Celina e Beatriz Abagge, acusadas de terem encomendado o ritual de magia negra para melhorar a situação econômica das empresas da família.
Para Krepsky, o Ministério Público tem ‘preocupação’ em responsabilizar todos os acusados, inclusive Celina e Beatriz Abagge. Há recursos na Justiça que pedem a anulação do julgamento que inocentou as duas. O promotor disse que as provas, como os depoimentos tomados pela P2 (serviço secreto da Polícia Militar), consideradas ilegais pela defesa, nunca tiveram a validade questionada no tempo oportuno. (J.A.)

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