Três policiais envolvidos já estão presos
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Os três policias envolvidos na morte do estudante Rafael Zanella foram presos ontem à tarde na Delegacia de Ordem Social, em Curitiba. Os investigadores Jorge Élcio Bressan, Reinaldo Siduoviski e Aírton Adonski Júnior, que participavam da suposta blitz que resultou na morte do estudante, apresentaram-se na delegacia acompanhados de seus advogados. O autor do disparo que matou Rafael, o informante da polícia Almiro Schmidt, que também teve sua prisão preventiva decretada, continua foragido.
Na quinta-feira à noite, o juiz Fernando Ferreira de Moraes, da Central de Inquéritos, decretou a prisão preventiva de todos os envolvidos no caso. O delegado Maurício Fowler, do 12º DP, acusado de ter pressionado os amigos de Zanella a confirmar a versão da polícia sobre o crime, foi preso poucas horas de depois de assinada a ordem de prisão. Durante a madrugada de quinta-feira, no entanto, sua prisão foi relexada por um pedido de habeas corpus concedido pelo presidente do Tribunal de Justiça, Henrique Lenz César. Agora, o delegado aguardará a continuidade das investigações em liberdade.
No despacho, o presidente do Tribunal diz que concedia o habeas corpus porque o pedido de prisão preventiva não possuía respaldo legal. O pedido havia sido encaminhado pelos procuradores do Ministério Público, que consideram a prisão dos envolvidos necessária para evitar tumultos durante a investigação criminal. O Ministério Público pretende recorrer da decisão do Tribunal.
A procuradora Rosângela Gaspari, da Promotoria de Investigação Criminal, defende a prisão dos policiais para garantir da manutenção da ordem social. Ela citou o exemplo das ameaças que a mãe do estudante, Elisabetha Zanella, vinha sofrendo nos últimos dias, e que poderiam estar sendo feita pelos policiais.
A pedido do presidente do Tribunal, o juiz Fernando Ferreira de Moares deverá enviar no início da próxima semana as informações necessárias para a complementação do pedido de prisão preventiva dos envolvidos. Depois de analisadas, o pedido de habeas corpus poderá ser confirmado ou revogado.
Os investigadores presos ontem deverão permanecer na Delegacia de Ordem Social até que o pedido de prisão preventiva seja revogado ou que seja dada sentença judicial. Por uma petição entregue por seus advogados, os investigadores não serão apresentados à imprensa.


