Três pessoas são vítimas de sequestros-relâmpago
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Marta Ortega e Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Três pessoas foram vítimas de dois sequestros-relâmpago na noite de segunda-feira e na madrugada de ontem, crime que se tornou comum em Londrina no ano de 2005. O primeiro sequestro aconteceu na Avenida Maringá, próximo ao Lago Igapó, por volta das 22 horas de anteontem. Walter Zamarian estava em um Audi 2006 quando foi abordado por três homens armados com revólveres.
No depoimento à polícia, Zamarian informou que parou no local para atender o celular, quando foi abordado pelos assaltantes. Ele foi obrigado a passar para o banco traseiro do veículo, onde permaneceu durante cerca de uma hora circulando pela cidade.
Os assaltantes abandonaram a vítima no meio do mato, próximo à cidade de Cambé (13 km a oeste de Londrina). Eles levaram dois telefones celulares, um relógio, R$ 70 em dinheiro, além de documentos. Zamarian conseguiu chegar até Cambé, de onde acionou a polícia.
Às 3 horas da madrugada de ontem, também próximo ao Lago Igapó, um casal foi vítima de outro sequestro-relâmpago, com as mesmas características do primeiro. Daniele Campos Ramada estava no carro Fiesta com um amigo (a polícia não tinha o nome da vítima), quando ambos foram rendidos por três homens armados com revólveres.
O casal ficou em poder dos sequestradores por mais de uma hora e depois foi liberado no Patrimônio Selva (Zona Sul). O carro foi localizado ontem pela manhã por uma equipe da PM, próximo ao Jardim União da Vitória (Zona Sul).
Segundo o tenente Ricardo Eguedis, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), há possibilidade dos dois crimes terem sido cometidos pelos mesmos assaltantes. ''É o mesmo número de homens, armados de revólver, na mesma região da cidade.''
Na semana passada situação praticamente idêntica aconteceu. Entre as 22 horas de segunda-feira e a madrugada de terça aconteceram dois sequestros-relâmpago na cidade. Em um deles, a vítima foi um policial militar, que permaneceu três horas em poder dos sequestradores. As outras vítimas também foram um casal, que conversava dentro do carro em frente à casa da jovem. Naquela ocasião a polícia conseguiu prender dois dos assaltantes, mas outros dois conseguiram fugir.
O tenente Eguedis alerta para as situações de maior risco de sequestro-relâmpago, que devem ser evitadas. ''Locais sem movimento e sem iluminação devem ser evitados, assim como sair de casa em horários em que há pouca gente nas ruas.'' O policial recomenda, ainda, que os familiares sejam avisados sobre o local a ser frequentado.
Outros cuidados são habituar-se a dirigir sempre com vidros fechados e portas travadas; estar sempre atento, ao chegar em casa, a movimentações estranhas nas imediações e, se for o caso, acionar a polícia; agir com naturalidade se estiver sendo seguido e procurar dirigir-se para locais de grandes movimento; e não parar para atender pedidos que despertem desconfiança.


