Um avião da Construtora Sanches Tripoloni caiu e três passageiros morreram no distrito de Água da Valência, próximo à cidade de Ângulo (Norte), na manhã de hoje (13). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a aeronave foi encontrada por volta das 9h em uma fazenda, e as vítimas estavam presas às ferragens.

O bimotor modelo Beechcraft Baron G-58 prefixo PP-KST decolou em Maringá com destino ao estado do Mato Grosso. O último contato da aeronave com a torre de controle do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, foi feito às 8h50.

A aeronave pertence a Antônio Sanches, um dos sócios da construtora. De acordo com o tenente Nivaldo do Rego, do Corpo de Bombeiros de Maringá, a parte central do bimotor onde ficam o piloto e os passageiros, não teve muitas avarias. "O cockpit está inteiro", disse. Uma equipe de bombeiros permanecia no local durante a tarde aguardando os peritos e para prevenir algum incêndio com a aeronave, que estava com o tanque de combustível cheio.

A Construtora Sanches Tripoloni emitiu uma nota, informando que estavam a bordo o piloto Juliano Vargas Vital e os passageiros Nelson Busato dos Santos Junior e Paulo Ferracini, genro de um dos sócios da companhia. Eles se dirigiam a uma fazenda em Mato Grosso. De acordo com a nota, "o piloto era experiente e já somava mais de duas mil horas de voo". O bimotor foi adquirido este ano pelo atual proprietário e contava com 200 horas de voo.

O motivo do acidente será investigado por uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), que era aguardada no fim da tarde de hoje. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Maringá, algumas pessoas comentaram terem visto um pouco de fumaça nas asas antes de o avião cair.

Recentemente, a Sanches Tripoloni teve o nome vinculado a denúncias de que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, teria utilizado um King Air prefixo PR-AJT, pertencente a outro sócio da construtora, para viagens durante a campanha eleitoral do ano passado.

A empresa tem contrato com o governo federal para realizar obras em um contorno rodoviário de Maringá. Alegando falta de provas de irregularidade, a Comissão de Ética da Presidência da República arquivou ontem uma investigação que tinha sido aberta.

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