Três meses depois de vendaval, estragos não foram consertados
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sexta-feira, 25 de maio de 2001
Célia Guerra De Londrina 
Motoristas de táxi de um ponto na esquina das ruas Quintino Bocaiúva e Sergipe, na área central de Londrina, estenderam uma faixa em protesto pela demora da prefeitura em consertar os estragos causados pelo último vendaval ocorrido na cidade. Eles reclamaram que ontem completou 94 dias que a cobertura do ponto foi destruída com a queda de uma árvore e até agora a prefeitura não fez os reparos necessários.
Na faixa, os taxistas agradecem a atenção da administração municipal que limitou-se a recolher a árvore. O motorista Camilo Mendes contou que a árvore foi retirada em etapas e o serviço durou mais de um mês. Ele criticou também que problemas na calçada e no asfalto provocam transtornos aos pedestres. Mario Elvio Salles, vereador em Lupionópolis (105 km ao norte de Londrina), disse que passa pelo local todas as semanas e considerou a situação um descaso da prefeitura. No meu município isso não acontece, afirmou. O taxista relatou que na praça há uma outra árvore de grande porte já condenada e oferecendo riscos à população.
O vice-prefeito e secretário de Obras Luiz Carlos Bracarense alegou que a administração assumiu com muitas dificuldades, como a falta de dinheiro e equipamentos sucateados. Ele disse que os dois últimos vendavais ocorridos em Londrina neste ano causaram a queda de 600 árvores e condenaram outras 1.600. O trabalho precisa ser feito de acordo com a prioridade e o escalonamento segue a disponibilidade dos equipamentos. Não há descaso, mas limitações para atendermos a todos, argumentou.


