Curitiba Três madeireiras do Paraná devem ser autuadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por comercializarem ilegalmente as madeiras de árvores cortadas em uma área de Candói (76 quilômetros a oeste de Guarapuava). O tamanho exato da área devastada ainda não foi levantado pelo Ibama, já que a chuva de ontem atrapalhou o trabalho da equipe técnica do instituto que está no local. O Ibama já divulgou, no entanto, que pouco mais de 500 hectares de mata de araucárias, cedro, canela, imbuia e xaxim foram cortados.
A equipe do Ibama está na região para tentar levantar mais informaçãoes sobre o crime ambiental e deu prazo até a próxima terça-feira para que o proprietário da área, identificado como Aldoíno Goldoni, apresente documentos que comprovem a regularidade do corte das árvores. Caso isso não ocorra, o proprietário das terras e as outras madeireiras da região que apresentem irregularidades serão multadas.
O fiscal do Ibama Gelson Severo disse que o instituto ainda está fazendo o levantamento das empresas irregulares. ''A área é complexa e a chuva está atrapalhando o trabalho de campo, mas até a próxima terça-feira vamos ter um relatório final''. O coordenador técnico da força-tarefa das araucárias do Ibama e biólogo do Ministério do Meio Ambiente, Maurício Savi,
disse que, em pelo menos, três madeireiras já foram constatadas irregularidades. O Ibama só vai divulgar o nome das empresas no início da semama.

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