Três homens são detidos acusados de falsificar cheque
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terça-feira, 15 de outubro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Homens do Grupamento Águia da Polícia Militar de Londrina descobriram, através de denúncia anônima feita ontem, que uma suposta quadrilha de estelionatários iria tentar descontar um cheque adulterado de R$ 47.800,00 cujo valor original seria de R$ 160,00 num banco no centro da cidade. Os policiais fizeram campana no local e detiveram o vendedor de automóveis A.C, de 37 anos, e os técnicos em instalação telefônica, M.H.O.V, de 25 anos, e C.M.A, de 36 anos.
A principal dificuldade da PM era encontrar a prova material do crime, já que a folha de cheque adulterada que pertence a uma empresa de engenheria não estava em poder do banco. Segundo informações preliminares, a folha adulterada teria sido levada por um quarto integrante não identificado. Até o fechamento desta edição, o flagrante estava sendo lavrado na 10 Subdivisão Policial (SDP). Além de diversos equipamentos usados em instalações telefônicas, foram apreendidos dois veículos, um Uno e um Pálio.
A ação, se comprovada, foi bastante engenhosa. De acordo com informações do tenente Rangel Calixto, um elemento do grupo conseguiu o cheque e o adulterou. Em seguida, um outro integrante C.M.A. interceptou a linha telefônica do emissor do documento para que o valor pudesse ser confirmado. Um terceiro elemento A.C. dirigiu-se até a agência bancária de origem para descontar o cheque dizendo que o banco poderia ligar para a empresa para só depois liberar o pagamento.
A polícia conseguiu impedir o suposto golpe justamente quando um dos integrantes do grupo estava dentro do banco. A.C., que já tem passagem anterior por furto, foi detido quando tentava sair do banco. De posse de outras informações, os policiais conseguiram deter M.H.O.V, que estava na residência de C.M.A, no Jardim Bandeirantes (zona oeste), onde foram encontrados os equipamentos. Em entrevista, ele negou que tivesse participação no suposto golpe e justificou que estava no local porque trabalhava para C.M.A.
A.C., de 37 anos, também negou participação. Ele afirmou que não conhecia as outras duas pessoas detidas e que estava no banco aguardando uma ordem de pagamento.
Segundo o boletim de ocorrência, um representante da empresa de engenharia informou à polícia que o cheque adulterado havia sido emitido em 18 de setembro como adiantamento salarial a um funcionário de Curitiba. A advogada do banco, que esteve na delegacia, não confirmou se o cheque não estava em poder da agência.


