Três fases marcam as campanhas anuais da CNBB Alexandre Sanches De Londrina A Campanha da Fraternidade (CF), cuja reflexão acontece anualmente durante o período da Quaresma – 40 dias que antecedem a Páscoa – foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ainda na década de 60, com a proposta de evangelização. A primeira campanha foi realizada em Natal, em 1962, antes de ser difundida nacionalmente no ano seguinte. No início, as campanhas se preocupavam mais com a vida interna da Igreja. Aos poucos, a CF foi abordando questões sociais. Mas foi somente a partir de 1971, com o início dos encontros nacionais sobre a Campanha da Fraternidade, que a escolha dos temas tem sido feita com a participação das 16 regionais da CNBB. As regionais, por sua vez, recolhem sugestões das dioceses. Atualmente, a CF tem como objetivos permanentes despertar o espírito comunitário e cristão, comprometendo-se, em particular, na busca do bem comum; educar os fiéis para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária. Para a escolha dos temas das campanhas, a CNBB utiliza alguns pontos de referência, cujo tema tem que se adaptar. Destacam-se nestes quesitos os aspectos da vida da Igreja e da sociedade, desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira. Em mais de 30 anos de história, a Campanha da Fraternidade pode ser dividida em três fases. A primeira delas, entre os anos de 1964 a 1972, a CF trabalhou em busca da renovação interna da igreja. De 1973 a 1984, na segunda fase, a Igreja preocupou-se com a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça. Na terceira fase, que teve início em 1984, a igreja volta-se para situações existenciais do povo brasileiro.