GOIOERÊ - Três das quatro pessoas acusadas de participar do atentado contra o então prefeito de Goioerê (78 quilômetros a oeste de Campo Mourão), José Paulo Novaes (PDT), que terminou com a morte de uma mulher, serão julgados nesta sexta-feira. São eles o ex-chefe do almoxarifado da prefeitura, Edemílson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’; o ex-assessor do então vereador Edilaldo Machado da Cruz, Fábio Henrique Afonso; e o suposto motorista do carro usado no atentado, Ronaldo Wilson Hernandes. O crime aconteceu em junho de 95.
Não vai a júri desta vez apenas o ex-vereador Edilaldo Machado da Cruz, que está foragido desde o dia do crime. Paraíba está preso em Curitiba desde setembro de 95. Ele foi preso em Cruzeiro do Oeste, seis dias após o atentado, mas fugiu menos de um mês depois da cadeia de Umuarama. Foi recapturado em Mauá (SP), retornou a Goioerê e acabou transferido a Curitiba depois de ameaçar escapar pela segunda vez. Hernandes está detido em Goioerê desde julho de 95. Ele se entregou à polícia de Bauru (SP) 40 dias após o crime.
Dos três que vão a julgamento na sexta, apenas Afonso responde em liberdade. Ele é acusado de participar da elaboração do atentado, juntamente com Cruz. Hernandes teria dirigido o carro usado na operação criminosa, enquanto Paraíba já confessou os disparos.
Os tiros foram dados no interior de um restaurante no centro de Goioerê. O então prefeito José Paulo Novaes só não morreu porque reagiu e também atirou. A comerciante Neuza Ely Farias, que estava por perto, foi atingida por um disparo dado por Paraíba e morreu no local.
O início do julgamento está marcado para as 9 horas, só devendo terminar na madrugada de sábado. O advogado José Borges foi nomeado para defender Paraíba. A acusação será feita pela promotora Susana Broglia de Lacerda, com o júri presidido pelo juiz Nestário Queiroz.

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