Em três dias, três punguistas dependentes de drogas foram executados em Maringá com tiros de grosso calibre, ao estilo dos grupos de extermínio que agem no Rio de Janeiro e São Paulo. Os assassinatos ocorreram em sequência e os corpos foram encontrados em matagais na periferia da cidade.
Roberto Carlos Ribeiro Oliveira, 30 anos, foi atingido por cinco tiros, um no peito e quatro na cabeça, quinta-feira. Aírton Pacheco Alves, 20 anos, levou quatro tiros na cabeça, sexta-feira. No sábado, Roberto Carlos Ribeiro Cardoso, 30 anos, levou cinco tiros, todos na cabeça.
Alves dividia seu ‘‘território’’ de ação com Cardoso na Praça Raposo Tavares. Eles roubvavam aposentados que deixavam a agência do Banco do Brasil e vendiam pequenas quantidades de crack e cola de sapateiro para os meninos de rua, às vezes em troca de comida. Oliveira tinha mandado de prisão expedido pela comarca de Sarandi e era conhecido de Alves e Cardoso.
As vítimas nunca foram detidas com armas de fogo. Todos tinham fichas criminais - a maioria das ocorrências registradas era por furtos simples e posse de drogas (em pouca quantidade). Várias vezes eles foram convidados a participar de programas de recuperação da dependência de drogas. Nunca aceitaram. Os três já foram vistos juntos ‘‘batendo carteiras’’ no centro da cidade.
Os corpos foram encontrados em matagais nos bairros da periferia de Maringá. Segundo o Instituto Médico Legal, as balas atravessaram os corpos devido ao seu grosso calibre (38 ou 9mm).
Paulo Sérgio, um membro de NA (Narcóticos Anônimos) de Maringá, lamenta: ‘‘Não deram nenhuma chance de recuperação a eles. Graças a Deus eu tive a minha chance e estou aproveitando’’.

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