Três associações nacionais de criadores instaladas no parque
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quarta-feira, 28 de março de 2001
Cláudia Barberato De Londrina 
O Parque Ney Braga é sede de três associações brasileiras de criadores de bovinos: limousin, belgian blue e gelbvieh. Núcleos de outras associações de criadores como o simental, nelore, charolês, guzerá, pardo suíço, chianina, marchigiana, entre outros; têm sua representatividade dentro do Parque Ney Braga.
O fato do parque ser uma administração privada, sob responsabilidade da Sociedade Rural do Paraná, contribuiu para que nos últimos anos núcleos e associações nacionais tivessem cada vez mais interesse em montar suas sedes dentro do Ney Braga.
O modelo de administração seguido pela Sociedade Rural do Paraná para organização da exposição de Londrina é um exemplo para outras feiras agropecuárias. Onde o setor público administra as feiras, as questões políticas muitas vezes tomam maior importância do que a própria realização da mostra e as decisões demoram a sair, opina Wilson Brochmann, atual presidente da Associação Brasileira de Criadores de Limousin (ABCL), que tem sua sede instalada no Parque Ney Braga desde 1989.
Wilson Brochmann mora em Porto Alegre (RS), mas nem cogita a transferência da nacional da raça para lá. Com a administração privada temos um diálogo mais ágil. Além do apoio em termos de área física dentro do parque, temos facilidade em resolver as questões mais rapidamente.
Venda de genética A ABCL foi fundada em 1989, por criadores de gado limousin com propriedades na região de Londrina. Hoje reúne 652 sócios e um número de animais registrados de aproximadamente 60 mil cabeças, entre puros, puros por cruza e mestiços. O limousin, segundo dados da associação, está em quase todos Estados brasileiros.
Uma das vantagens da raça, de acordo ABCL é que os animais produzem boas carcaças, com 14% a menos de gordura e um rendimento entre 57% a 61%. Segundo a superintendente técnica da ABCL, Andréa Ortenzi Garcia, a seleção genética da raça foi um trabalho dos criadores que trouxeram para o Brasil o que há de melhor de países como a França (berço da raça), Canadá e EUA.
Hoje os criadores buscam fomentar a raça com a venda de reprodutores e matrizes, além do crescente investimento em cruzamento industrial, produzindo animais precoces, com altos índices em rendimento de carcaça e qualidade de carne. Destacam-se também as fêmeas F1 (do primeiro cruzamento), que se mostram ótimas reprodutoras com boa habilidade materna, garante a técnica. O núcleo da Associação dos Criadores de Limousin também funciona no Parque Ney Braga.
Bons bezerros A sede da Associação Brasileira de Criadores de Gelbvieh, instalada no parque de exposições, também foi fundada em 1989. A entidade hoje tem 30 associados, com um rebanho PO em torno de 5 mil animais e está presente nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
O presidente da entidade, Carlos Manoel Mattos, destaca a precocidade das fêmeas da raça que aos 13 ou 14 meses já estão aptas para cobertura. Mattos garante também que a dupla aptidão da gelbvieh, com produção de carne e leite, garante bezerros bem desmamados.
Cruza para carne Há sete anos funciona também no Parque Ney Braga a Associação Brasileira de Criadores de Belgian Blue. Segundo o presidente da entidade, Célio Cerpa Ferraz, a entidade tem 45 associados e um rebanho registrado, ainda em livro aberto, de 150 animais.
O belgian blue é utilizado para produção de carne no cruzamento com o nelore, para obtenção de novilho precoce ou superprecoce. De acordo com Ferraz, a raça hoje é criada nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul e Bahia. Na exposição em Londrina estarão expostos 38 animais com julgamento e leilão.


