Três assaltos na capital, dois terminam em morte
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sábado, 24 de outubro de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um estudante de 15 anos foi ferido por um tiro na saída da escola enquanto aguardava o transporte escolar em uma tentativa de roubo, ao meio-dia de ontem, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. Foi o terceiro crime de latrocínio registrado na Capital, em pouco mais de 24 horas.
O primeiro ocorreu, na manhã de quinta-feira. O filho do comandante-geral do Corpo de Bombeiros foi morto em uma tentativa de assalto quando deixava a namorada em casa, no bairro Alto Boqueirão. Na madrugada de ontem, um outro rapaz também morreu em um caso semelhante. Entretanto, foi assassinado por não ter dinheiro para dar ao assaltante, no bairro Cachoeira.
David Fernandes Carvalho, 15 anos, o estudante ferido, passou por uma cirurgia no Hospital do Trabalhador (HT) para retirar a bala. O projétil teria atingido o peito do jovem após passar pelo braço. O disparo foi feito à queima-roupa.
O crime ocorreu no portão do Colégio Estadual Ivone Pimentel, no fim das aulas da manhã. David esperava o tranporte escolar que o leva diariamente para casa, quando foi abordado por um jovem, também com menos de 18 anos. O suspeito estava em uma bicicleta e com uma arma, que seria de calibre 22. De acordo com os alunos que testemunharam o crime, David se negou a dar o celular ao assaltante por ter entendido o gesto como uma brincadeira.
Ao negar dar o telefone, recebeu o tiro. O suspeito, então, fugiu de bicicleta pela Rua Sebastião Malucelli, a via principal da entrada para a escola. Segundo as testemunhas, ele caiu da bicicleta e foi alcançado por um grupo de alunos que o espancou. O assaltante também foi levado para o HT. Ele já teve alta e foi encaminhado para a Delegacia do Adolescente. Algumas pessoas levaram David para dentro da escola, onde aguardaram a família e o atendimento médico chegar.
A Polícia Militar (PM) informou que tem atuado fortemente na região para evitar os crimes. Ainda de acordo com a PM, a Patrulha Escolar Comunitária (PEC) está constantemente presente nas imediações do colégio para proteger a comunidade escolar. A PM sustenta que o crime ocorreu a 200 metros da escola e que não seria uma tentativa de latrocínio, apenas um assalto.


