Dos 12 asilos e casas de repouso em funcionamento em Londrina, apenas três prestam atendimento de qualidade aos idosos. Mesmo assim, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, que esteve anteontem na cidade, considerou o trabalho acima da média praticada em outros estados. Os deputados padre Roque Zimmermann e Marcos Rolim (ambos do PT), que representam a comissão, visitaram apenas sete asilos acompanhados por integrantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria do Idoso. Quatro das casas vistoriadas apresentaram irregularidades.
No início do ano, após denúncia de vizinhos, a vigilância fechou um asilo no Parque Ouro Branco (zona sul), por maus tratos. Depois disso, a Folha localizou mais cinco casas cujo serviço era desconhecido pelos órgãos municipais e que também foram interditadas. A fiscalização desses estabelecimentos, segundo a secretária do Idoso, Maria Angela Santini, coibiu que outras casas iniciassem o funcionamento.
Na quarta-feira passada, entretanto, a Folha visitou um asilo, no bairro Aeroporto (zona leste), que funciona apenas com um alvará da Secretaria de Fazenda. Lá vivem 13 idosos e a reportagem apurou que a casa pertence à mesma proprietária do primeiro asilo fechado pela vigilância.
Maria Angela admite que metade das casas em funcionamento ainda não estão regularizadas junto à secretaria e à Vigilância Sanitária do município. As quatro casas onde os visitantes constataram falhas no atendimento voltarão a ser vistoriadas esta semana pelos órgão municipais. A Folha não conseguiu contato com o gerente da vigilância para saber os procedimentos que serão tomados.
As outras três casas visitadas pela comissão - Asilo São Vicente de Paula, Asilo Maranata e o Centro de Apoio Geriátrico - tiveram o trabalho elogiado pelos deputados. Padre Roque disse que o atendimento desses estabelecimentos servirá como modelo para o relatório de sugestões que será elaborado por eles. Ele disse ainda que irá solicitar a criação de verbas orçamentárias fixas para esse atendimento e a parceria com entidades filantrópicas e privadas.
Tanto o deputado padre Roque quanto a secretária Maria Angela ressaltam o importante papel desempenhado pela imprensa na denúncia das irregularidades no atendimento ao idoso. ''A informação desperta o comunidade para novas denúncias e acabam por contribuir com a melhoria da qualidade no atendimento.''

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