Profissionais da área de saúde, estudantes e leigos de Londrina participaram ontem, no Hotel Sumatra, de dois cursos de reanimação cardíaca e atendimento de emergência. Os cursos, chamados de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e Suporte Básico de Vida (BLS), integraram o 42º Congresso Médico de Londrina e foram ministrados por especialistas treinados pela Sociedade Americana de Cardiologia.
O cardiologista Manoel Canesin, coordenador dos cursos, considerou o treinamento essencial, especialmente para padronizar o atendimento pré-hospitalar de parada cardíaca, disponibilizando aos médicos que atuam em hospitais técnicas pouco exploradas durante a residência médica. Para o público leigo, o conhecimento é particularmente importante por orientar as pessoas que trabalham em locais de grande aglomeração, como escolas, bancos, academias e shopping centers.
De acordo com Canesin, de cada 100 pessoas que sofrem parada cardíaca somente duas são ressuscitadas. Nos Estados Unidos, onde existe um programa de treinamento efetivo, inclusive junto aos estudantes, de cada 100 pacientes, 60 conseguem ser reanimados. Canesin explicou que os cursos são muito simples: ‘‘Em quatro horas se aprende a reconhecer os sintomas cardíacos e como reanimar o paciente’’. A reanimação, feita com um aparelho importado chamado desfibrilador, dá pequenos choques na região toráxica. Segundo o cardiologista, o aparelho, que custa R$ 7 mil, é de fácil manuseio.
Conforme Canesin, reconhecer um paciente com acidente cardio-vascular não é tão difícil. ‘‘Por falta de sangue na coronária, o paciente desmaia. Se não for atendido prontamente, quando o socorro médico chega já é muito tarde’’, assegurou. Ainda de acordo com o médico, a cada minuto que passa a chance de vida diminui em 10%.
Canesin disse que a equipe cardiológica do Hospital Universitário (HU) está empenhada em levar os cursos às empresas e escolas de Londrina. A cidade, segundo Canesin, é a primeira do Sul do País a ter cursos desse nível. ‘‘Londrina tem tudo para ter o atendimento cardíaco de emergência’’, afirmou o cardiologista. O coração mata um milhão de pessoas por ano em todo o mundo.

mockup