O comandante do 3º Grupamento de Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Ariovaldo Gouveia, reconhece que há falta de pessoal na corporação, mas nega que o Siate esteja trabalhando sem socorristas. ‘‘Nós temos 41 socorristas formados em Londrina, sendo que 10 estão afastados por problemas de saúde por causas variadas’’, explicou. Segundo Gouveia, não há nenhum bombeiro trabalhando no Siate que não seja socorrista. ‘‘Se isso acontecer, prefiro desativar a ambulância’’, afirmou. De acordo com ele, apenas em casos de férias é que são deslocados bombeiros para atuarem como motoristas das ambulâncias maiores e do carro do médico.
Ele, porém, reconhece que a procura pelo curso de socorrista foi menor que o esperado. ‘‘Quando o Siate foi criado, muitos quiseram trabalhar nessa área, mesmo sem receber mais por isso. Porém, com o passar do tempo, o pessoal percebeu que o trabalho é realmente mais desgastante, com uma carga de trabalho bem maior durante a jornada normal diária. O reconhecimento do público, agora, não está sendo suficiente para motivá-los’’, lamentou. Segundo ele, apenas 10 dos 220 bombeiros lotados em Londrina se inscreveram para o curso, que começa dia 27 de maio.
Quanto ao fato dos caminhões saírem com apenas com três homens, Gouveia também reconheceu que isso não é o correto. ‘‘A guarnição deve ser composta por quatro homens. Porém, infelizmente, nós temos alguns brancos no efetivo que ainda não foram cobertos’’, explicou. Ele, porém, garantiu que a população não fica prejudicada. ‘‘A central de operações desloca, com a maior rapidez, mais viaturas para o local, se for necessário’’, disse. Segundo Gouveia, o grupamento também um plano de contigência que pode ser posto rapidamente em ação se acontecer tragédias de maiores proporções. ‘‘Nesse plano consta chamar todo o pessoal que estaria de folga, o pessoal administrativo e ainda guarnições de outras cidades’’, garantiu.

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