Treinamento para bombeiros simula acidente radioativo
Treinamento para bombeiros
simula acidente radioativo
Cesar AugustoSoldados do Corpo de Bombeiros de Londrina recebem instruções pela primeira vez; operação contou ainda com professores e alunos da UEM e alunos do curso de radiologia do Centro de Educação Profissional de LondrinaFrancelino França
De Londrina
Professores e alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma equipe do Corpo de Bombeiros de Londrina participaram ontem de manhã de uma simulação de acidente radiológico. A operação de descontaminação contou ainda com a presença dos alunos do curso de radiologia do Centro de Educação Profissional de Londrina, onde a instrução foi realizada.
Foi a primeira vez que o Corpo de Bombeiros da cidade recebeu esse tipo de treinamento. A simulação foi de um incêndio, seguida de contaminação com elemento radioativo. Segundo os organizadores do evento, no caso de acidente, pode haver o contágio do indivíduo com a substância propriamente dita ou a irradiação de gases tóxicos, cujas consequências podem ser fatais.
Em Londrina, existem mais de 10 locais em que se trabalha com elementos radioativos, como clínicas de tratamento de câncer, laboratórios de radioisótopos, clínicas de medicina nuclear e laboratórios da Universidade Estadual de Londrina. Os funcionários envolvidos neste tipo de trabalho bem treinados e as unidades que operam com substâncias radioativas precisam submeter seu Plano de Radioproteção à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN-RJ).
Segundo o professor Nilson Benedito Lopes, cientista da área de proteção radiológica da UEM e membro da CNEN, esse tipo de treinamento é realizado para evitar operações equivocadas dos bombeiros em situações reais. É preciso informar aos bombeiros os riscos de um acidente radioativo, saber que tipo de extintor usar no incêndio e quais os procedimentos para facilitar a descontaminação das pessoas, explicou. Em Maringá, esse treinamento é realizado há 7 anos, juntamente com a polícia militar, bombeiros e jornalistas.
Em todos os locais onde se trabalha com elementos radioativos existe um responsável pela proteção radiológica. Em caso de acidente, essa é a primeira pessoa a ser avisada, seguido dos bombeiros e da Secretaria Estadual de Saúde. A ação precisa ser rápida e os técnicos envolvidos têm apenas sete minutos para proceder a descontaminação das pessoas no local afetado.
As unidades que operam com elementos radioativos precisam ter um aparelho denominado contador de radiação, no qual se detecta a emissão radioativa. O professor e físico João Mura, da UEM, um dos responsáveis pelo treinamento em Londrina, explicou que primeiramente é feito o isolamento do local, seguido do combate ao incêndio. Depois, as vítimas são transportadas para uma área livre. Retira-se a roupa das pessoas que se encontravam no local na hora do acidente e faz-se a descontaminação com soro fisiológico.





