Treinamento leva apenas 4 horas
De acordo com dados da Associação Americana de Cardiologia (AHA), metade das vítimas de ataque cardíaco espera mais de duas horas para procurar ajuda e cerca de 250 mil pessoas por ano morrem antes de chegar ao hospital.
Segundo o cardiologista Manoel Canesin, as melhores chances de sobrevivência dependem da ressuscitação e desfribilação (choque) precoces. ‘‘O problema, no Brasil, é que as pessoas que se defrontam com uma vítima de ataque cardíaco apenas se limitam a chamar o socorro. Este é o primeiro passo, mas não basta. O Siate, por exemplo, leva de 8 a 9 minutos para chegar até o local. Pode ser tarde demais’’, apontou.
Segundo o médico, existem quatro passos básicos para o socorro do ataque cardíaco. ‘‘O primeiro passo é chamar ajuda. O segundo, começar a ressuscitação, com compressão cardiotorácica. Terceiro, desfribilar. Quarto passo, esperar pelo suporte médico’’, enumerou.
De acordo com ele, a sobrevivência depende da sincronia entre os quatro passos. ‘‘Hoje, o leigo só chama ajuda, ninguém toma a iniciativa de avaliar a consciência, a respiração e o pulso. E é tão simples. O treinamento mínimo, de 3, 4 horas de curso, é o suficiente para evitar muitas mortes’’, disse. (T.E.)

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