Duzentas pessoas aproveitaram o clima ameno da manhã de ontem para participar do 2º Treinamento Comunitário de Suporte Básico de Vidas, no Ginásio Moringão. Profissionais de diversas áreas, além de agentes comunitários aprenderam a identificar sinais e a prestar o primeiro atendimento em casos de infarto, acidente vascular cerebral, asfixia e outras ocorrências.
O treinamento de ontem foi a primeira atividade da semana que comemora os 40 anos do curso de Medicina da UEL e teve como organizadores o colegiado de Medicina, o Centro de Treinamento em Emergência da Fundação HuTech do HU, Hospital do Coração e Unimed. Alunos dos cursos de Medicina e Biomedicina foram os instrutores.
''Duzentas mil pessoas morrem todos os anos no Brasil por falta do suporte básico em doenças cardiovasculares; em Londrina são 600 mortos'', diz o cardiologista Manoel Canesin. Coordenador do Centro de Treinamento em Emergência do HU, ele é o idealizador do projeto inédito ''Tempo é Vida'', criado em Londrina e que serve de modelo para outros municípios.
O projeto resultou na lei municipal que obriga a disponibilidade de um desfibrilador automático em locais de grande fluxo de pessoas e o treinamento para manuseá-lo e prestar o primeiro atendimento. O modelo está sendo analisado pela Coordenadoria de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde para ser adotado em todo o país.
Segundo Canesin, desde o início do ''Tempo é Vida'' mais de 10 mil pessoas foram treinadas em Londrina. Ao longo do tempo, o projeto passou por ajustes. ''No princípio, valorizamos a disponibilização do equipamento, mas agora damos ênfase no treinamento das pessoas'', afirma o médico. Seu objetivo é incluir o treinamento no currículo do ensino fundamental de 5 a 8 séries.
Uma das mais interessadas nas instruções ontem era a estudante Gabriela Giocobbo Galhardi, de 10 anos, que cursa a 4 série. Participante do grupo de escoteiros de Londrina, ela mobilizou a mãe, Leda, para levá-la ao treinamento. ''É bom, a gente aprende a salvar vidas. Achei interessante o atendimento que se presta em caso de asfixia'', comenta.

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