Curitiba - A Polícia Militar (PM) quer reforçar o trabalho de aproximação com a comunidade escolar e pessoas vizinhas às instituições da rede estadual de ensino. O propósito é atuar, com maior ênfase, na prevenção e mudança de atitudes para evitar que casos de violência envolvendo alunos e professores - como os registrados recentemente em Londrina e Curitiba - continuem acontecendo.
Ontem, oficiais que coordenam a Patrulha Escolar Comunitária nos 65 municípios onde o projeto está presente participaram de um treinamento para aprimorar as dinâmicas que são realizadas junto às comunidades para estreitar o relacionamento com a polícia. Oficiais do Projeto Povo (Policiamento Ostensivo Volante) de Curitiba, também, participaram da capacitação.
O coordenador operacional do Patrulha Escolar Comunitária, major Loemir Mattos de Souza, explicou que nas reuniões com alunos, diretores e moradores vizinhos das escolas, os policiais incentivam a comunidade a apresentar soluções para melhorar a segurança e o comprometimento das pessoas com essas propostas.
Souza disse que a participação da comunidade pode se dar, por exemplo, a partir de denúncias de problemas com tráfico, através do telefone 181, ou pela maior interação dos pais e moradores com a direção da escola, informando, entre outras situações, a atuação de gangues próximas dos estabelecimentos.
O major se queixou da falta de interesse da comunidade, já que a média de pessoas que participam das reuniões é de apenas um terço das que são convidadas. ''É preciso que cada um faça a sua parte'', acrescentou, lembrando que todos os casos recentes de violência nas escolas tiveram causa geradora. Para ele, situações como desagregação familiar, por exemplo, podem gerar indisciplina e, como consequência, uma ação criminosa.
O projeto Patrulha Escolar Comunitária atinge metade das escolas da rede estadual de ensino, onde estão 65,7% do total de alunos.

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