Treinados para evitar tragédias
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quarta-feira, 18 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Manter um grupo de pessoas bem treinado pode evitar que situações de emergência, como um princípio de incêndio, se transformem em casos mais graves, que resultem em vítimas e até mortes. Já o despreparo de funcionários pode resultar em pânico geral justamente quando manter a calma é essencial.
Empresas que lidam diretamente com produção e transporte de produtos inflamáveis, como postos de combustíveis e usinas, necessitam, por força de lei, treinar seu quadro de pessoal. A exigência abrange ainda indústrias da área química e casas de shows, espetáculos e espaços comerciais com capacidade superior a cem pessoas. "Muitos casos de emergência se tornam mais graves por falta de conhecimento. Por isso, as pessoas precisam ser treinadas", ressalta o consultor de medicina e segurança do trabalho José Antônio Deluca.
Os treinamentos de prevenção, combate e brigada de incêndio se baseiam nas Normas de Instrução (NR) 13 e 20, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que regem as diretrizes que precisam ser seguidas no que diz respeito aos tipos de combustão e aos requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho, contra fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.
"As orientações são teóricas e práticas. Explicamos sobre os quatro tipos de fogo (A,B,C e D), suas especificidades, tipos de extintores, identificação e localização, formas de manuseio, maneiras de se controlar um princípio de incêndio, além de realizarmos simulações a seco", relata o especialista.
A escola de educação infantil bilíngue Maple Bear de Londrina realiza anualmente treinamentos de combate a incêndio para professores, coordenadores, funcionários e alunos. Os procedimentos de segurança são uma exigência da rede da qual a escola faz parte e também uma forma de preparar a todos para uma situação de emergência.
De acordo com a diretora da unidade, Andrea Pizaia Ornellas, os conhecimentos práticos e teóricos são repassados pelos professores aos 36 alunos. E mensalmente uma simulação é realizada. "Acionamos o sinal sonoro de emergência e evacuamos todo o prédio. Se houver alguma dificuldade, como alguém que não ouviu ou ficou para trás, isso é registrado no relatório para que não se repita novamente", explica.
A diretora lembra que alguns procedimentos precisam ser seguidos para evitar que uma eventual situação emergencial não provoque pânico. "Os professores precisam se certificar que ninguém ficou para trás e pegar a lista de presença. A secretária tem que sair com os contatos dos pais e da emergência, além de levar um telefone celular e a caixa de primeiros socorros", enumera. "Se houver necessidade de sair do prédio, a indicação é levar os alunos para um imóvel vizinho até a chegada da família."
O treinamento orienta as crianças a manter a calma, evitar correr, não se preocupar em pegar bolsas e itens pessoais e se dirigirem ao ponto de encontro. Uma vez por ano, a escola realiza também orientação de primeiros socorros com os alunos.


