Londrina – Manter um grupo de pessoas bem treinado pode evitar que situações de emergência, como um princípio de incêndio, se transformem em casos mais graves, que resultem em vítimas e até mortes. Já o despreparo de funcionários pode resultar em pânico geral justamente quando manter a calma é essencial.
Empresas que lidam diretamente com produção e transporte de produtos inflamáveis, como postos de combustíveis e usinas, necessitam, por força de lei, treinar seu quadro de pessoal. A exigência abrange ainda indústrias da área química e casas de shows, espetáculos e espaços comerciais com capacidade superior a cem pessoas. "Muitos casos de emergência se tornam mais graves por falta de conhecimento. Por isso, as pessoas precisam ser treinadas", ressalta o consultor de medicina e segurança do trabalho José Antônio Deluca.
Os treinamentos de prevenção, combate e brigada de incêndio se baseiam nas Normas de Instrução (NR) 13 e 20, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que regem as diretrizes que precisam ser seguidas no que diz respeito aos tipos de combustão e aos requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho, contra fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.
"As orientações são teóricas e práticas. Explicamos sobre os quatro tipos de fogo (A,B,C e D), suas especificidades, tipos de extintores, identificação e localização, formas de manuseio, maneiras de se controlar um princípio de incêndio, além de realizarmos simulações a seco", relata o especialista.
A escola de educação infantil bilíngue Maple Bear de Londrina realiza anualmente treinamentos de combate a incêndio para professores, coordenadores, funcionários e alunos. Os procedimentos de segurança são uma exigência da rede da qual a escola faz parte e também uma forma de preparar a todos para uma situação de emergência.
De acordo com a diretora da unidade, Andrea Pizaia Ornellas, os conhecimentos práticos e teóricos são repassados pelos professores aos 36 alunos. E mensalmente uma simulação é realizada. "Acionamos o sinal sonoro de emergência e evacuamos todo o prédio. Se houver alguma dificuldade, como alguém que não ouviu ou ficou para trás, isso é registrado no relatório para que não se repita novamente", explica.
A diretora lembra que alguns procedimentos precisam ser seguidos para evitar que uma eventual situação emergencial não provoque pânico. "Os professores precisam se certificar que ninguém ficou para trás e pegar a lista de presença. A secretária tem que sair com os contatos dos pais e da emergência, além de levar um telefone celular e a caixa de primeiros socorros", enumera. "Se houver necessidade de sair do prédio, a indicação é levar os alunos para um imóvel vizinho até a chegada da família."
O treinamento orienta as crianças a manter a calma, evitar correr, não se preocupar em pegar bolsas e itens pessoais e se dirigirem ao ponto de encontro. Uma vez por ano, a escola realiza também orientação de primeiros socorros com os alunos.

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