Trecho interditado na PR-445 foi liberado pela manhã
Detonação de rochas para as obras de duplicação causou o bloqueio da pista entre Londrina e Irerê; desvio do tráfego está sendo feito pelo distrito de Guaravera
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Detonação de rochas para as obras de duplicação causou o bloqueio da pista entre Londrina e Irerê; desvio do tráfego está sendo feito pelo distrito de Guaravera
Lais Taine e Micaela Orikasa - Grupo Folha
A pista da PR-445, entre Londrina e Irerê (região rural), perto do km 59, está parcialmente liberada, com previsão de estar totalmente livre ainda no início desta tarde. O trecho foi bloqueado nesta quarta (30) entre o km 40 (trevo de Guaravera) ao km 61 (a 1,5 km do posto da PRE - Polícia Rodoviária Estadual) para a detonação de rochas nas obras de duplicação da rodovia, realizada às 9h.
A expectativa inicial do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) e da PRE (Polícia Rodoviária Federal) era de que a operação bloqueasse o tráfego até às 18h.
A FOLHA esteve no local da detonação e constatou um congestionamento leve, de aproximadamente 500 metros, formado principalmente por caminhões. Durante a operação, os condutores foram desviados para a PR-538 (trevo do distrito de Guaravera) tanto no sentido de Londrina quanto para Curitiba.
Susto e danos
No momento da explosão das rochas, funcionários do Auto Posto Filhão (a 200 metros da área de detonação) foram para a área interna para se protegerem, enquanto funcionários da obra continuaram do lado de fora. “Acho que eles não estavam esperando que seria uma explosão dessa proporção. Todo mundo saiu correndo, porque as pedras voaram para cá”, conta Taíres Garozi, gerente administrativa do estabelecimento.
As pedras perfuraram o telhado e duas bombas que ficam mais próximas da pista foram danificadas. “Estamos esperando a liberação da pista para que o técnico venha avaliar, mas eu calculo um prejuízo em torno de R$ 10 a R$ 12 mil”, afirma.
Ainda de acordo com Garozi, essa não é a primeira vez que o estabelecimento sofre com detonação de rochas. Na primeira, em torno de 60 dias, um caminhão, telhas, parte do escritório e filtro do posto foram danificados. “Ainda não fomos ressarcidos, porque é um processo burocrático.”
O DER-PR comunicou que a empresa responsável pela execução dos serviços da obra de restauração e duplicação da PR-445, no trecho entre Londrina e Irerê, já foi ao posto de combustíveis e irá tomar as providências necessárias.
Duplicação
As obras de duplicação de 15 km entre Londrina e Irerê estão previstas para serem concluídas em julho de 2020. Ao todo, estão sendo investidos R$ 93 milhões. Os recursos são do Governo do Paraná e as obras estão sendo realizadas pelo Consórcio ED (formado pelas empresas Enpavi e DP Barros) de São Paulo.
O engenheiro civil do DER-PR, Hugo Rafael Bueno, esteve no local e detalhou que a detonação foi necessária para a implantação de uma nova pista e que esta etapa das obras contempla ainda a pavimentação de alguns trechos.
“Grande parte das marginais já foram liberadas. A parte de obras especiais já estão concluídas, inclusive os muros de contenções. Agora estamos atacando mais as frentes de terraplanagem”, disse.
Ele também adiantou que outras detonações ao longo da pista podem ser necessárias. “Isso vai sendo avaliado, mas até o final do ano devemos realizar uma nova detonação próximo a este trecho”, comentou, acrescentando ainda que nos próximos quinze dias, as vigas para a conclusão da ponte principal do Ribeirão Três Bocas serão liberadas, o que ocasionará outra interdição na pista. “Será um bloqueio rápido. Só o tempo para o caminhão descarregar”.
INTERDIÇÃO
Com o bloqueio do trecho, alguns veículos ficaram travados no congestionamento causado na saída de Londrina em sentido Curitiba. O caminhoneiro Fabrício Pereira tentava acessar a pista para tentar chegar ao destino. “Eu estou parado há uns 30 minutos, mas porque eu tenho que vir por aqui, o frigorífico é bem perto”, menciona.
Alguns carros eram liberados pela PRE (Polícia Rodoviária Estadual) para fazerem o retorno. Gisele Barbosa estava com o marido e filho no veículo, ela tentava contornar para chegar até a empresa em que trabalha, do outro lado da pista. “Eu sabia que a pista estaria bloqueada, mas não aqui em cima. Avisaram que seria mais para baixo”, reclama. A lavadeira conta que ficou 40 minutos presa em um espaço de 500 metros de congestionamento.
Patrícia da Cruz Barbosa, 31, vive na Colônia Coroados e disse que, com a interdição, o ônibus do transporte coletivo não estava passando por lá, por isso tentava acessar por meio da rodovia. “A gente está tentando aqui, faz uns 10 minutos que estou esperando, mas parece que também não vai passar, não está transitando carro aqui desse lado da pista”, observa a dona de casa.
Apesar das intervenções, a pista foi parcialmente liberada no final da manhã, antes do anunciado pelo DER.
(Atualizada às 12h34)