O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) aprovou o programa de recuperação de aproximadamente 20 quilômetros da antiga estrada da Serra da Esperança, que já foi, em diferentes épocas, passagem obrigatória para se alcançar o Terceiro Planalto paranaense. Foram abertas trilhas anteriores à chegada dos colonizadores europeus, que posteriormente deram origem à estratégica BR-035, construída com pedras irregulares, ligando o distrito do Guará ao Posto Murungava, à esquerda da BR-277.
O traçado buscou seguir normas de engenharia, mostrando todas as belezas naturais, que ainda hoje são preservadas. O projeto de recuperação é da Prefeitura de Guarapuava, Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O chefe regional do IAP em Guarapuava, Mauro Batistellli, justifica o projeto explicando que a BR-35 oferece uma visão deslumbrante das paisagens da Serra da Esperança, sua fauna, flora, moradias e quedas d’água.
‘‘Além desse aspecto, a manutenção da estrada é vital para o tráfego dos moradores da região e, certamente, ampliará a frequência de pessoas e voltará a animar esse cenário histórico do Paranᒒ, argumenta Batistelli.
A estrada velha da Serra da Esperança representa parte do patrimônio natural do Paraná, principalmente como divisor entre o Segundo e o Terceiro Planalto. Sua preservação depende agora da revitalização. ‘‘Deixando essa estrada acessível será possível incrementar o ecoturismo e a educação ambiental’’, enfatiza Batistelli.
Histórico A história mostra a importância dessa antiga estrada para a região. A expedição do espanhol Alvarez Nu¤es Cabeza de Vaca seguiu as trilhas abertas na mata pelos índios. Além disso, foi através da picada aberta pela expedição de Afonso Botelho Sampaio Souza que se efetivou o domínio português nos campos de Guarapuava.
As atividades ligadas à pecuária e ao tropeirismo desenvolvidas a partir da primeira metade do século XVIII, ao longo dos chamados ‘‘caminhos das tropas’’, de Viamão (RS) a Sorocaba (SP), passando por Guarapuava, marcaram profundamente a história dessas regiões.
Segundo historiadores, esses caminhos determinaram a ocupação, propiciaram o surgimento dos assentamentos urbanos e núcleos agropastoris, influenciando o modo de vida da população.

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