O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) deve entregar à Secretaria de Estado de Transportes até o final deste ano o projeto final de engenharia que, entre outras obras, inclui a duplicação da PR-445 no trecho entre Londrina e Cambé. Apesar de pouco extenso (cerca de 12 quilômetros), o trecho comporta um fluxo de quase 12 mil veículos por dia, em uma única pista de mão dupla. Os acidentes, segundo usuários, são constantes. Eles consideram a duplicação importante, mas ressaltam que a sinalização deve ser melhorada.
''Aqui, os acidentes são quase diários, principalmente os atropelamentos'', conta Maycon Alexandre Bazan, há sete anos dono de uma borracharia de frente para a rodovia. O motoxista Diógenes de Oliveira, morador do Novo Horizonte (bairro cortado pelo trecho), concorda. ''Além das pessoas atropeladas, é muito comum também as que se ferem em acidentes causados por animais na pista'', acrescenta. O último desse tipo, ele recorda, ocorreu há poucos dias, quando um cavalo atravessou a rodovia e bateu em um carro. Tanto para Bazan quanto para Oliveira, se a duplicação é necessária, a construção de passarelas e desvios para os pedestres não é menos importante.
A falta de sinalização foi outro aspecto abordado por usuários e comerciantes. Para a secretária de um posto de combustíveis, Adriana Patrícia Brianezi, os semáforos poderiam evitar muitas colisões. Usuário da PR-445 no trecho crítico ao menos uma vez por dia, o mototaxista Orlando Zanin acredita que, duplicado ou não, o trecho só deixará de ser perigoso se estiver melhor sinalizado. ''Muitos caminhões de fora passam e não sabem a localização das lombadas, que, da cor do asfalto, enganam muita gente e causam acidentes'', comenta.
Segundo o coordenador regional do DER, Wilson Bazzo, qualquer obra na região vai depender do projeto final de engenharia que está sendo realizado. Por meio dele, não só a duplicação, como qualquer outra obra de passagem nos demais pontos críticos (a serem levantados) do trânsito de Londrina, serão repassados ao secretário estadual de Transportes, Waldyr Pugliesi, para a liberação das verbas necessárias.
''Como se trata de um levantamento, é bem trabalhoso, pois envolve uma série de previsões orçamentárias'', avisa Bazzo. Ele adianta a construção de dois novos corredores nas rodovias BR-487 (''Corredor Noroeste''), ligando Porto Camargo a Ponta Grossa, e PR-090 (''Corredor Norte''), que vai unir Porto Capim a Curitiba. No corredor Norte, serão construídos 442 quilômetros de estrada, ao custo aproximado de R$ 364 milhões; no Noroeste, 489 quilômetros, avaliados em cerca de R$ 325,685. ''As obras serão em localidades paranaenses onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) está baixo'', disse Bazzo.

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