Trecho da Ayrton Senna é 'liberado'
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O trecho da Avenida Ayrton Senna, na Zona Sul de Londrina, ainda impedido por indefinição da Justiça, está sendo usado por carros e motos nos últimos dias. Os tubos de concreto colocados no local para impedir o trânsito foram retirados. Motoristas consultados pela reportagem disseram ser favoráveis à medida, uma vez que a passagem facilita o acesso de quem está na região do Lago Igapó IV à Avenida Madre Leonia Milito.
O motoboy Fábio Luciano da Silva, 28 anos, disse que o acesso fica mais fácil e é vantajoso para quem circula na área. ''É possível economizar uns cinco minutos para ir até a região do shopping'', comentou.
Para o motorista particular Fernando César Santos da Costa, 44, a passagem deveria ter sido liberada ''faz tempo.'' ''Só que do jeito que está, com esses tubos aqui, está muito arriscado acontecer acidentes. Principalmente à noite'', opinou.
Para o entregador Celso Rodrigues Júnior, 18, o acesso liberado facilita para os motoristas e para os motoqueiros porque possibilita uma boa economia de tempo. ''Eu só não passava por aqui antes por medo de ser multado'', disse.
Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, criticou a liberação parcial. Segundo ela, os veículos passam muito rápido pela área, colocando os pedestres em risco. Ela cobrou a colocação de sinalização adequada na via.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explicou que os tubos foram movidos para permitir acesso de caminhões para uma construção no local. ''Os tubos foram deslocados por isso, mas não deveriam permitir a passagem dos veículos'', declarou.
Ele garantiu que os obstáculos seriam recolocados ainda na tarde de ontem. A interdição, de acordo com o secretário, se justifica pelo risco de acidentes, o que não deve persistir quando a avenida for duplicada.
A meta da secretaria é resolver o impasse tão logo a decisão judicial seja anunciada. ''Se for favorável, a obra será executada o mais rápida possível. Se não for favorável, vamos precisar encontrar outra solução'', conclui.


