Cambé - As pontes de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), destruídas pelas chuvas de janeiro deste ano, devem estar totalmente recuperadas somente em novembro. Na época, foram interditadas as estruturas na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, que liga o Castelo Branco ao Jardim Bela Itália, que sofreu desmoronamento total; e a passagem da Rua Rio Paraná, que liga o Jardim Bela Suíça ao Santo Amaro, que teve a estrutura comprometida e foi totalmente interditada. Outro problema foi registrado na passagem que liga a Rua Rio Jequitinhonha, no Santo Amaro, à Rua Bernardino de Campos, no Jardim São Paulo. Ela foi atingida e parcialmente interditada, permitindo apenas a passagem de veículos e pedestres em meia pista.


Na ponte da Bento Munhoz da Rocha Neto, o vão, que era de 10 metros, foi alargado para 25 metros para receber as obras de recuperação. Enquanto o serviço não é concluído, sobram reclamações. A dona de casa Sônia de Melo relata que a neta, que estuda no Colégio Andréa Nuzzi, Jardim Castelo Branco, deixou de ir a pé. "Meu filho teve de contratar uma van para levá-la para a escola", afirmou, explicando que para ir ao bairro vizinho de carro é preciso dar uma volta grande.

Estrutura na Bento Munhoz da Rocha Neto: obras na fase de concretagem
Estrutura na Bento Munhoz da Rocha Neto: obras na fase de concretagem | Foto: Celso Pacheco

Estrutura na Bento Munhoz da Rocha Neto: obras na fase de concretagem

Cansada de esperar, a aposentada Neri de Souza Martins atravessou pela ponte, que ainda está na fase de concretagem e com as ferragens nas cabeceiras à mostra. "Cansei de usar a ponte do Jardim São Paulo e eu não tenho carro", argumentou. Ela afirma que é um sacrifício dar a volta para ir ao bairro vizinho. "Eu tenho dores na planta dos pés e não posso ficar andando. Além disso, a subida do Jardim São Paulo é muito apertada; espero que aterrem logo e passem o asfalto."

A agente comunitária de Saúde Sueli Maria é moradora do Jardim do Café 1 e geralmente utiliza a ponte da Rua Rio Paraná. "A gente ouve reclamação de vários moradores, mas a gente também está passando pela mesma situação." Já a comerciante Vanessa dos Santos, que tem uma padaria, reclama da queda nas vendas. "O meu movimento caiu 70%, porque era uma via que passavam muitas vans escolares."


Imagem ilustrativa da imagem Travessias interrompidas
| Foto: Celso Pacheco

Ponte na Rua Rio Paraná, que liga Bela Suíça ao Santo Amaro: estrutura foi comprometida


TÉCNICA
Segundo o secretário de Obras substituto de Cambé, Diego Francisco de Carvalho Rodrigues, o concreto aplicado na ponte da Bento Munhoz da Rocha Neto está em processo de cura e deve estar pronto para receber a terra após 10 de setembro. Ele explicou que a técnica utilizada nas duas pontes é diferente da adotada na maioria das estruturas existentes nos municípios da região. "Elas não utilizam pilastras", explicou, afirmando que a técnica é mais barata e rápida.

No caso da ponte da Rua Rio Paraná, o secretário informou que o
concreto ficará curado no dia 10 de outubro. "Tudo deve ficar pronto em três meses", projetou.

ÁGUA DA ESPERANÇA

Além das chuvas de janeiro, em junho deste ano uma cratera se abriu na ponte sobre o Ribeirão Água da Esperança, que liga os jardins Ecoville e Ana Elisa. Essa transposição já foi recuperada e entregue há um mês, para alívio dos moradores do local. "Quando liberaram deu vontade de fazer uma festa, de tanto que a gente estava esperando por essa obra", apontou a doméstica Maria José dos Santos Nicolau, moradora do Ecoville.

Outro morador da região, o pedreiro aposentado José Osvaldo dos Santos, 76 anos, relata que logo após a destruição da pista foi erguida uma ponte improvisada de madeira. Mas a estrutura precária gerava insegurança. "Dava impressão que ela iria quebrar no meio", observou Maria José.

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