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TRÂNSITO -

Travessia perigosa na Celso Garcia Cid

Quem passa pelo local diariamente reclama do avanço de sinal de vermelho e a falta de respeito à faixa de pedestres

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

Com a divulgação dos números do Placar do Trânsito ressaltando o mau comportamento dos motoristas em Londrina, a FOLHA recebeu reclamações de leitores. A matéria veiculada no dia 12 de maio citava o alto índice de infrações de avanço de sinal vermelho.  


Segundo os dados divulgados pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), foram 4.965 ocorrências dessa natureza nos primeiros quatro meses de 2020. São 350 flagrantes a mais que no mesmo período do ano passado.  




Dessa vez, o alvo de reclamações é a avenida Celso Garcia Cid, na zona leste, especificamente no semáforo instalado em frente à Viação Garcia. O local é bastante movimentado por funcionários das empresas instaladas na via.  Márcio Ramos, que usa a faixa de pedestres diariamente, disse que é preciso ter atenção mesmo quando o sinal está aberto ele para atravessar. “Só passo quando os carros realmente param porque o que eu mais vejo aqui é motorista desrespeitando a sinalização. As pessoas mal acabam de atravessar e os carros já passam em alta velocidade. É um abuso”, afirmou.  


Cristiane Azevedo também reclamou da falta de educação dos condutores. “Tinha que ter uma faixa elevada, um quebra-molas, alguma coisa para eles diminuírem a velocidade e a gente poder passar com segurança. Outro dia quase fui atropelada”, desabafou.  


Outro relato é de José Alecio, que trabalha em uma metalúrgica, próximo à faixa de pedestres. “Nos horários perto do almoço e final de expediente, a gente vê um total desrespeito. Falta consciência, educação. Não há respeito ao sinal e nem aos pedestres”, disse.  


QUESTÃO COMPORTAMENTAL

O diretor de Trânsito da CMTU, major Sérgio Dalbem, comentou que o local já possui semáforo e faixa de pedestres. "O que falta lá é a consciência dos condutores em respeitar os pedestres e a lei. É uma questão comportamental. No momento, vamos trabalhar mais com a fiscalização. Agentes de trânsito estão nas raus fiscalizando o cumprimento da lei", afirmou. 


Ele citou que no ano passado foram cinco acidentes nas proximidades e que, até o momento, não há nenhum registro em 2020. Vale lembrar que os números refletem apenas as ocorrências atendidas pelo Siate, ou seja, com gravidade. 


MAIO AMARELO

O respeito ao trânsito e aos pedestres são abordagens que ganham destaque no Movimento Maio Amarelo, que surgiu há nove anos em todo o mundo para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito. Neste ano, o lema é “Perceba o risco. Proteja a vida”.  


De acordo Dalbem, os conteúdos educativos estão sendo divulgados nas redes sociais, direcionado também para os pedestres. “Neste momento estamos falando mais com os pedestres do que com os automóveis para que eles exerçam o direito de atravessar a faixa com segurança. Reforçamos as orientações de parar na calçada, indicar a travessia esticando os braços, sem vergonha, prosseguir quando todos os veículos pararem e fazer a travessia em linha reta”, apontou.  


O diretor de Trânsito também ressaltou que em faixas onde há semáforos, prevalece o funcionamento do mesmo. “Mas nas faixas onde não tem sinalização semafórica, a faixa por si só é uma sinalização de travessia e direito do pedestre”, afirma. 


Entre janeiro e abril de 2019, Londrina teve 90 atropelamentos e neste primeiro quadrimestre de 2020, caiu para 76. Porém, o número de mortes foi o mesmo nos dois períodos. Seis pedestres perderam a vida no trânsito.  




“Trabalhar em cima do pedestre é importante pela proteção da vida dele e porque ele é um fator preponderante no trânsito para uma mudança de comportamento. A hora que ele cobra do motorista e motociclista o seu direito de atravessar a rua na faixa, principalmente, sinalizando que vai atravessar, ele faz com que o trânsito da cidade tenha uma velocidade mais baixa. Estamos tentando reforçar a campanha do “Olhe e Sinalize” porque se as pessoas acreditarem no direito delas de atravessar a rua e passar a fazer isso diariamente, sem ter vergonha, nós vamos melhorar o trânsito. Precisamos que o pedestre compre essa ideia porque vai fazer a diferença”, completou.  

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