Travessia arriscada em frente a escolas
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Em alguns pontos de Londrina, a entrada e a saída de alunos é acompanhada pela insegurança do trânsito. Como o fluxo de crianças e adolescentes é alto em ruas e avenidas próximas às escolas, questões como a falta de sinalização e o desrespeito de condutores ficam ainda mais evidentes.
Na semana passada, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) em parceria com o 5º Batalhão da Polícia Militar lançaram uma ação educativa, visando a segurança dos pedestres. De forma intensa, agentes da CMTU e policiais militares atenderiam os pontos mais críticos no município, orientando condutores e pedestres sobre a importância do Pé na Faixa.
Porém, é preciso um pacote de medidas para melhorar o trânsito, a começar pela sinalização adequada. No início do mês, um aluno da Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, que fica no Jardim São Vicente Palotti (zona leste), foi atropelado a poucos metros da escola, inaugurada em 4 de junho. A instituição está localizada na Avenida Máximo Perez Garcia, quase esquina com a Avenida São João, uma das mais movimentadas no bairro.
No local não há sinalização indicando a travessia de estudantes, assim como não há faixa de pedestres e nem outro recurso que obrigue o motorista a reduzir a velocidade. "Apesar de morarmos bem perto, não deixo ele vir sozinho por causa do trânsito. Os motoristas não respeitam e passam em alta velocidade", comenta o segurança Luiz Carlos de Melo, enquanto aguardava a saída do filho Lucas Gabriel, de 9 anos.
Apesar do limite de velocidade da avenida ser de 40 km/h, pais de alunos e a própria direção reclamam dos abusos. "Todos os dias venho trazê-las e buscá-las porque não me sinto tranquila em relação à travessia delas", diz Liliane Aline Lima Silva dos Santos, mãe de três alunas.
Ela reclama que não há faixa de pedestres em frente à escola e nem na Avenida São João. "Não tem sinalização nenhuma e é um ponto onde tem criança atravessando todos os dias. Tinha que ter pelo menos placas sinalizando que é uma área escolar porque o ideal mesmo seria a faixa de pedestres e semáforos", sugere.
O diretor Silvio Aparecido Sposito comenta que antes da escola inaugurar já havia essa preocupação e que foi solicitada a sinalização junto à CMTU. "O ofício foi protocolado em fevereiro, mas até agora ninguém passou por aqui. Só me disseram que eu teria que aguardar", reclama.
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