Marcos NegriniDefesaMurad fez um roteiro do atendimento recebido por Flávia Schiavon e defendeu mais empenho do HU para pôr UTI em funcionamentoO delegado-adjunto Luiz Norberto Canhoto, da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, recebeu hoje o laudo de necrópsia da menina Flávia Aparecida Schiavon da Silva, 13 anos, que morreu no último dia 26 no NIS3 (Pronto-Atendimento da Zona Norte), em Maringá, depois de esperar por mais de nove horas por um neurologista. O corpo dela foi exumado neste final de semana.
Segundo o laudo do IML, assinado pelos médicos Aldo Pesarini e Raul Bendelim Filho, Flávia morreu por ‘‘lesão encefálica hemorrágica subdural’’, ou traumatismo no crânio. O atestado de óbito, assinado pela médica Sirlene Tamura, do NIS 3, logo após a morte, diz que ela morreu por insuficiência respiratória.
O delegado Canhoto, que preside o inquérito aberto para investigar as causas da morte da menina, quer saber o porquê das diferenças dos laudos. A autora do atestado de óbito tinha depoimento marcado para o final da tarde de ontem na delegacia.
Um dos principais pontos da investigação será o resultado do exame de raio-X, que deveria ter sido feito no Pronto-Atendimento da Zona Sul, onde Flávia ficou das 9h10 até às 18h30, antes de ser removida para o NIS3. Todos esses dois postos têm aparelhos que fazem raio-X simples. A prefeitura não tem tomógrafos em nenhum dos seus 26 postos de saúde.
Flávia teve o céu da boca perfurado por uma caneta em acidente ocorrido na escola, durante aula de educação física. Ela levou uma bolada no rosto.

mockup