Trauma dura para sempre
Quem sofre um assalto violento passa o resto da vida tentando esquecer os momentos passados sob ameaça de morte. Isso acontece com a arte-finalista Maria (nome fictício), de 32 anos. Há dois meses, quando saía de uma agência bancária, no Calçadão de Londrina, um rapaz a ameaçou com uma faca para roubar R$ 300. Falar sobre o assunto reaviva as piores lembranças. As mãos suam, o corpo treme, a voz sai difícil. ''Ainda fico muito nervosa com isso'', confessou.
Passavam das 20 horas, quando ela foi até o caixa-eletrônico, sacou o dinheiro e abriu a porta da agência. Deu alguns passos e um rapaz bem vestido e aparentando ser menor de idade a abraçou. Sob a ameaça de uma faca, ela foi obrigada a retornar até o caixa. ''Ele fez como se fosse meu namorado, pegou as notas que tinha acabado de sacar e ainda me fez tirar um extrato para ver se tinha mais saldo'', detalhou. Roubo consumado, o rapaz quebrou o cartão magnético dela, saiu da agência e desapareceu.
Abalada, Maria disse que não se atentou em acionar o 190 da Polícia Militar. Ao contrário, circulou pela região, mas não achou nenhum policial. Decidiu ir até a delegacia, mas não chegou a registrar o assalto. ''Nem fiz o boletim porque o policial que me atendeu falou que não ia adiantar nada'', relembrou a vítima. No banco também não conseguiu ajuda porque, segundo uma funcionária, as câmeras não estariam funcionando na hora do crime. Sobraram o trauma e a sensação de insegurança quando sai à rua. ''Precisa mudar muita coisa na segurança da cidade e colocar mais policiais nas ruas, principalmente no centro'', desabafou. (L.A.)





