Tratorista volta a se sentir feliz após transplante
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de janeiro de 1998
Maringá 
O tratorista José Batista Silveira, 46 anos, diz ter voltado a sentir felicidade há oito meses, desde que sofreu cirurgia para receber um rim. Pai de três filhos já adultos, Silveira concorreu com mais nove pacientes para fazer o transplante e foi escolhido após uma avaliação técnica que levou em conta a idade dele, as condições de saúde no dia da cirurgia e o tempo de espera pela doação.
Silveira fez hemodiálise durante 11 anos e classifica o período como o pior de sua vida. Acho que todas as pessoas deveriam conhecer como é feita a hemodiálise e ver o sofrimento dos pacientes. Só assim haveria mais doadores. Segundo ele, a principal vantagem do transplante é não ter mais que realizar hemodiálise. Desde que recebeu o órgão, Silveira não infecção e diz que sua vida é quase normal, exceto pelos exames que tem de realizar periodicamente e pelos medicamentos que tem de tomar. Me sinto ótimo.
A torcida para que a lei de transplante favoreça os pacientes que estão na lista de espera de órgãos é grande entre os renais crônicos. Edson Macedo, 21 anos, lamenta toda confusão causada pela lei, mas tem esperança de que a sociedade se conscientize da importância da doação. Ele começou a sofrer de insuficiência renal há dois anos e seis meses. Há um ano teve que iniciar o tratamento de hemodiálise.
De acordo com a médica Albertina de Lourdes Coelho Cunha, Macedo é um dos principais pacientes qualificados para fazer o transplante. Desde que contraiu a doença, ele teve que abandonar os estudos e não pode trabalhar. É um paciente jovem que pode ter uma qualidade de vida muito melhor após o transplante.


