Tratorista é preso por desmate ilegal
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quarta-feira, 05 de julho de 2000
Vânia Moreira Enviada a Tapira 
A Polícia Florestal de Maringá flagrou, aonteontem à noite, um desmate ilegal que estava sendo feito na Fazenda Santa Brasília, em Tapira (96 quilômetros a nordeste de Umuarama). Os policiais prenderam o tratorista João Batista Soares e apreenderam a pá-carregadeira utilizada para empilhar as árvores derrubadas. O dono da fazenda Mário Rubens de Aguiar Abreu conseguiu fugir. Ontem, policiais florestais e fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) passaram o dia no local para calcular a área desmatada e fazer o auto de infração. Segundo o IAP, foram desmatados aproximadamente 18 alqueires de mata, incluindo parte da mata ciliar do Rio Ivaí.
O fazendeiro foi multado pelo IAP em R$ 90 mil e será obrigado a recuperar a área. Também vai responder a inquérito policial por crime ambiental. Preso na cadeia de Cidade Gaúcha (80 quilômetros a nordeste de Umuarama), o tratorista João Batista Soares também será indiciado em inquérito. A Polícia Civil também vai indiciar o dono da pá-carregadeira contratada para fazer o desmate, Natal Aparecido Fenato, de Umuarama. Soares é empregado de Fenato. A Polícia Florestal tomou conhecimento do desmatamento através de uma denúncia anônima feita ao IAP de Umuarama.
Quatro policiais florestais de Maringá e dois de Icaraíma chegaram por volta das 18 horas de terça-feira à fazenda, mas quando abriram as porteiras para entrar na sede, o fazendeiro, que mora no local, estava saindo numa caminhonete. Não o prendemos, porque não sabíamos que aquele era o dono da fazenda, explicou o sargento Sérgio Albino do Prado, que comandou a operação. Da sede, os policiais foram a pé até o local desmatado, um banhado de difícil acesso. O tratorista havia escondido a pá-carregadeira no meio do mato e estava tentando fugir.
Segundo o IAP, Mario Rubens Abreu já é reincidente. Em 98, ele foi multado em R$ 2 mil e responde processo judicial por ter cortado cerca de 300 árvores na reserva. A fazenda tem 700 alqueires destinados à pecuária. O IAP não soube informar a área de mata existente na fazenda, mas estima que ultrapassa os 100 alqueires. A floresta estava sendo desmatada para formação de pastagens. Parte do terreno desmatado está dentro dos 100 metros de margem do Rio Ivaí, considerados área de mata ciliar. O fazendeiro iria deixar apenas 30 metros de mata ciliar. O desmate havia começado há aproximadamente 30 dias.


