A Polícia de Civil de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) encaminhou ontem ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina uma ossada encontrada anteontem na Fazenda Jacutinga, ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há três anos.
Os restos mortais foram expostos e parcialmente destruídos depois da passagem de um arado. Os sem-terra recolheram pedaços de crânio, de ossos dos braços, das pernas, de costelas, e outro tanto de partes trituradas misturadas à terra. A área onde ocorreu a descoberta serve ao plantio desde a ocupação do MST.
Segundo o delegado Márcio Vinícius Ferreira Amaro, vestígios de uma calça jeans foram encontrados na área, praticamente confirmando que os ossos são humanos. ‘‘É uma investigação muito complicada. Não temos nenhum boletim de desaparecimento na região e nenhum indício que tenha havido uma morte na fazenda’’.
O diretor do IML, Antônio Carlos de Queiroz, afirmou que os exames poderão determinar o sexo, a estatura, a idade da morte e o tempo que o cadáver permaneceu enterrado. O laudo deve sair em um mês. Os dados serão anexados ao inquérito, que deverá ser arquivado.

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