Tratamentos clínicos e cirúrgicos
Curitiba - Para o diagnóstico do ronco é necessário que o paciente procure um otorrinolaringologista. "Verificamos se este ronco vem ou não associado a apneias. E apenas com avaliação médica especializada é possível fazer esta diferenciação", orienta a médica Eliza Mendes.
O especialista fará uma análise clínica, por meio de anamnese e exame físico. "O exame físico é direcionado, para buscar as causas possíveis do ronco e da apnéia. Também é feito um exame criterioso da orofaringe e a avaliação da posição da língua, do tamanho das tonsilas palatinas, da úvula e do palato mole. Pois, se essas estruturas estiverem alteradas, vão interferir diretamente na passagem do fluxo de ar", explica. Para uma avaliação mais completa, ela ressalta que é indicado uma endoscopia nasal.
Porém, para confirmar a doença é necessário fazer um exame chamado polissonografia, no laboratório do sono. É necessário que o paciente durma no laboratório e passe por um monitoramento em relação a eletrocardiograma, eletroencefalograma, oximetria e a mensuração de fluxo aéreo. "Este exame identifica a quantidade de apneias e hipopneias que o paciente tem a cada hora de sono, permitindo classificar a doença em leve, moderada ou grave."
MEDIDAS
A opção de tratamento do paciente que tem ronco associado a apneias dependerá do diagnóstico quanto à causa e a gravidade. Entre as medidas terapêuticas que poderão ser adotadas estão: clínicas, cirúrgicas ou até mesmo associadas.
De acordo com a otorrinolaringologista, as principais medidas clínicas são a perda de peso em paciente, orientações para evitar bebidas alcoólicas, cafés, chá preto, verde ou mate, se alimentar e realizar exercícios físicos antes de deitar, assistir televisão, escutar rádio ou usar o computador.
Durante o tratamento também é indicado o uso de aparelho intraoral - posicionadores de mandíbulas que corrige os sintomas de ronco e apneias. "Em casos mais graves ou que impossibilitem outros tratamentos, é indicado um aparelho de pressão positiva que impulsiona o ar para a via aérea superior, por meio de uma máscara facial", observa.
Sobre as as medidas cirúrgicas mais adequadas, estão a uvulopalatofaringoplastia, a faringoplastia lateral, a adenoamigdalectomia e as cirurgias ortognáticas. "É importante destacar que o tratamento é muito amplo e pode variar muito, a depender da sua causa de origem", enfatiza médica.





