O Instituto do Câncer de Londrina (ICL) está ampliando o prédio para receber um equipamento de US$ 860 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) importado dos Estados Unidos. A máquina deve começar a funcionar até o final de 2004.
O acelerador linear, que está sendo adquirido, servirá para tratamentos radioterápicos em diversos níveis de evolução do câncer. De acordo com o diretor-presidente do hospital, Nuno Ballalai, o funcionamento é semelhante a uma bomba de cobalto, mas apresenta poucos problemas de desgaste de peças (a fonte geradora, por exemplo). ''O tratamento também é mais apurado, já que é possível controlar melhor a radiação. Encomendamos o acelerador, que deve ser montado dentro de sete meses'', explicou Ballalai.
Além da montagem da máquina, é preciso preparar a sala onde ela será instalada. O engenheiro do ICL, Valmir Cataneo, está acompanhando as obras em uma área de 380 metros quadrados. ''O local vai contar com um sistema especial de refrigeração e com paredes isolantes de concreto com 1,80 metro de espessura'', detalhou Cataneo.
Outra fase será o transporte marítimo do equipamento, testes e simulações para verificar o desempenho da radioterapia e ainda o treinamento de funcionários e médicos. ''Calculamos que outros R$ 400 mil serão gastos nestas despesas, mas o resultado será compensador. O tratamento vai melhorar muito em 2004'', garantiu o diretor-presidente.
A estrutura atual conta com 90 leitos (sendo oito UTIs), quatro salas de cirurgia e dois laboratórios que fazem 56 mil exames mensais. O tratamento no ICL abrange radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.

mockup