Tratamento psicológico é fundamental
O doente deve ser a primeira pessoa a receber a notícia. Muitas vezes a família fica sabendo antes e não deixa o médico contar nada ao paciente. ''É um comportamento equivocado'', afirma o vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, Luis Fernando Rodrigues. Ele acrescentando que o doente deve decidir sobre os procedimentos que serão realizados, direito assegurado pelo Código de Ética Médica.
Questionado sobre a reação das pessoas quando recebem o diagnóstico de uma doença grave ou incurável, Rodrigues diz que cada um elabora a notícia de uma forma, mas que a maioria se apega à espiritualidade. Vários pacientes reagem com negação. Há doentes que ficam com raiva e descontam na família e na equipe médica e há os que apresentam reação depressiva. ''Após passarem por algumas fases, normalmente eles começam a se adaptar à realidade que estão vivendo'', diz Rodrigues.
Para Tatiana Brum Mendes, psicóloga do Hospital do Câncer de Londrina, o primeiro momento é de muito impacto. ''Quando a pessoa é comunicada sobre a sua doença ela pensa muito na morte, muitas choram e me perguntam quanto tempo de vida ainda têm'', relata. Segundo ela, o tratamento psicológico é fundamental, pois oferece uma base de apoio ao paciente e à família. ''Procuramos trabalhar questões que estão pendentes na vida do doente. Ao 'escrever' o pedaço da história que estava faltando, ele fica mais tranquilo'', explica. (P.C.B.)





