Tratamento ortodôntico
O médico veterinário Marco Aurélio Sturion é especialista em tratamentos ortodônticos. Segundo ele, os pacientes mais comuns são cães, gatos e cavalos e o objetivo pode ser tracionar os dentes para melhorar a oclusão (fechamento dos dentes) ou tratamento de traumas. Além disso, existe a parte preventiva, que é a limpeza de tártaro, o mais comum nos consultórios.
''Usamos o mesmo material que o dos tratamentos nos humanos e os animais aceitam bem, desde que o aparelho seja bem feito e não machuque a boca. Mas, ao contrário dos humanos, não precisamos colocar peças em todos os dentes, apenas nos que precisam ser tracionados.''
As placas de acrílico são utilizadas para ajudar no tratamento de fraturas de mandíbula, ajudando na imobilização. Segundo Sturion, outra alternativa são as talas feitas com faixas, porém elas devem ser retiradas na hora do animal se alimentar, prejudicando muito a qualidade de vida e tornando o tratamento muito mais demorado. ''Com o uso do aparelho o animal passa a comer no dia seguinte.'' Segundo ele, cada caso demanda um tempo, mas em média, o uso da placa é recomendado de 2 a 6 meses e o uso do aparelho de 6 meses a 1 ano.
Os casos de má oclusão necessitam, em geral, de um olhar mais apurado para se perceber a necessidade de uso do aparelho. ''O veterinário vai perceber isso durante as consultas de rotina, mas o animal pode apresentar mau hálito, salivação excessiva, dificuldade em comer e até apresentar vômito e perda de peso.''
Cães e gatos podem e devem ter seus dentes escovados. Para a missão se tornar menos difícil, o ideal é acostumar o animal desde cedo. ''É preciso comprar uma escova macia infantil ou aquela escova de silicone de dedo, usada para bebês. A pasta é específica para uso animal. A escovação deve ser feita pelo menos uma vez na semana, mas se o proprietário conseguir fazer todo dia, será perfeito'', explica Sturion. Mesmo cães que comem ração têm problemas com tártaro e precisam fazer limpeza pelo menos uma vez ao ano. O animal é sedado e recebe anestesia local.
Briga
A cadelinha Bilica, uma Dashound de nove anos, se envolveu em uma briga e acabou fraturando o maxilar. ''Foi necessário fazer uma cirurgia para amarrar o osso e também colocar a placa'', explica a dona, Fátima Sueli Fuganti. Segundo ela, a cachorrinha apresentou um pouco de incômodo no dia, mas depois tudo foi mais tranquilo do que o imaginado. ''Agora, 40 dias depois, ela já está podendo comer a ração úmida apenas e nem parece que está usando a placa'', atesta. (E.G.)





