O tratamento do tique nervoso deve ser multidisciplinar, com medicação, tratamento psicoterápico e com a orientação geral de pais, escolas e associações envolvidas. As medicações utilizadas nesse processo são antidepressivos, ansiolíticos, neurolépticos e anticonvulsivantes, usados para controlar a ansiedade, o estado de humor do paciente e os impulsos.
A pessoa deve procurar ajuda quando o tique nervoso começar a atrapalhar a sua vida. ''Com cinco anos geralmente é a idade que começa a vida escolar e esses sintomas acabam comprometendo a convivência com os colegas'', relata o psiquiatra João Antônio de Lázaro Rodrigues Junior.
Ele explica que não existe medicação pediátrica para o tique nervoso. ''É o mesmo que os utilizados pelos adultos. Devido ao metabolismo da criança ser mais acelerado, ela absorve melhor'', relata.
Caso o tique nervoso não seja tratado a própria pessoa vai acabar se excluindo do convívio da sociedade por se sentir-se mal e no trabalho também pode afetar o desempenho. O tratamento depende do diagnóstico e geralmente dura de dois a cinco anos. O psiquiatra relata que mesmo aqueles que fizeram tratamento e se curaram podem voltar a manifestar os sintomas em casos de novas doenças.
''O mais importante é ressaltar que existe um tratamento para o tique nervoso e quanto mais cedo a pessoa procurar um médico, os resultados serão melhores'', garante o profissional. (V.O.)

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