Tratamento longo e doloroso
Menina vivia em uma praça na Vila Casoni (Área Central). Os moradores da região se revezavam nos cuidados com ela. Uma dessas cuidadoras um dia notou um inchaço na região genital e achou que ela estava no cio. Algum tempo depois, a cachorra estava prenhe. Como os filhotes demoraram a nascer, ela foi levada ao veterinário, onde constatou-se que os filhotes estavam mortos. A cadela foi diagnosticada com tumor venéreo transmissível (TVT).
Voluntária da ONG SOS Vida Animal e do Grupo de Apoio a Protetores (GAP), Fernanda Torres recebeu Menina para lar temporário, durante o tratamento. Como a doença é altamente contagiosa, a cachorrinha teve que ficar presa em um banheiro, para não contaminar os animais de Fernanda.
A voluntária conta que foram feitas primeiramente oito sessões de quimioterapia, que não apresentaram resultado. Depois foram feitas mais oito sessões quimioterápicas com outro medicamento. ''A cada sessão era necessário fazer um exame de sangue e das células, para acompanhar a evolução do tratamento, por isso o custo total é muito caro. O medicamento também tem que ser utilizado todo de uma vez depois do frasco aberto. Devido ao tamanho dela não usavámos todo o vidro e este não podia ser reaproveitado.''
Ela conta também que a cachorrinha precisou usar fraldas, por causa do sangramento causado pelo tumor, além de vitaminas e ração especial. ''No final ainda precisou ser feita uma cirurgia para extração do tumor e reconstrução da vulva. Os proprietários precisam saber que só do animal cheirar outro pode ficar doente. Por isso o perigo em o animal andar solto por aí'', finaliza. (E.G.)





